É preciso chover prolongado, por mais de um dia, para reverter a crise de falta de água em Bauru. A avaliação é dos técnicos do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que consideraram que a quantidade de chuva que caiu das 19h às 21h de ontem era insuficiente para que o rio Batalha voltasse ao nível normal.
Às 21h30, o aparelho de medição automático do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) havia registrado apenas 1 milímetro de chuva. Mas o meteorologista Marco Antonio Jusecivius ressaltou que em algumas regiões de Bauru choveu mais que na estação de medição.
Por volta das 19h, enquanto chovia forte no Higienópolis, nem chuviscava na Vila Independência, conta Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil. Sandra Faria, assessora de imprensa do DAE, disse que, até as 21h, a situação do Batalha era crítica.
“O rio está 39 centímetros abaixo do seu nível normal. Tivemos que desligar a segunda bomba agora à noiteâ€, relata ela. A terceira bomba está desligada há dias. Ontem, o DAE recebeu 500 reclamações de falta de água e 200 pedidos de caminhão-pipa.
Os bairros mais atingidos foram Vila Cardia, Jardim América, Jardim Ferraz, Jardim Ouro Verde e Higienópolis. De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, os dois locais citados na edição de ontem do JC nos Bairros como pontos de vazamentos são, na verdade, escoamento de águas utilizadas.