Polícia

Emdurb estuda implantar cerca eletrificada no muro

Ieda Rodrigues e Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Edmilson Queiroz Dias, estuda a possibilidade de colocar cerca eletrificada sob os muros dos cemitérios, para coibir invasões, como sugeriu o vereador João Parreira de Miranda (PMDB) recentemente.

Bauru tem quatro cemitérios municipais, sob a administração da Emdurb. São eles: da Saudade, Redentor, Cristo Rei e São Benedito. Dias explica, no entanto, que a instalação da cerca eletrificada dependerá do custo e da legalidade do meio de segurança. A cerca seria ligada apenas à noite.

Para ele, colocar cerca elétrica nos muros dos cemitérios é até uma medida extrema, mas não há muitas opções. “Temos pedido para a polícia fazer rondas, mas sabemos das dificuldades do policiamento. Não é possível manter um policial em cada cemitério”, admite.

O presidente da Emdurb afirma que a contratação de vigias para os cemitérios está praticamente descartada. “A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a despesa com pessoal e nós não temos como contratar vigias”, frisa.

Para Parreira, que protocolou requerimento na Câmara solicitando a instalação de cerca eletrificada, a medida é a mais viável para evitar novos ataques aos cemitérios. “O custo não é alto, com certeza é mais barato que contratar vigias. E é preciso aumentar a segurança porque o cidadão merece sossego pelo menos depois de morto”, frisa.

Pela sugestão de Parreira, a cerca seria colocada sobre o muro, como em muitas casas em Bauru. “Como os cemitérios da Saudade, Redentor e São Benedito são todos murados, seria preciso apenas terminar de fechar o Cristo Rei, que não tem muro nos fundos”, afirma.

O vereador acha que não haverá problema legal na instalação de cerca eletrificada em cemitérios. “Muitas casas em Bauru têm esse tipo de cerca e nunca tivemos notícia de acidentes. Acho que, desde que haja sinalização, não tem problemas. Se, sabendo da eletrificação, o cidadão ousar a invadir, ele assumirá o risco de acidente”, opina.

Comentários

Comentários