Já ouvi falar de muito tipo de assalto. Assalto a banco, carro-forte, casa de armas, açougue, padaria, ônibus circular e outros milhares que ocorrem diuturnamente, sem que a polícia consiga evitar ou mesmo desvendar. Com toda a sinceridade, neste final de semana fiquei perplexo ao ler no jornal “Cruzeiro do Sulâ€, de Sorocaba, que assaltantes renderam os presentes em velórios da cidade.
Assaltar velório? E se o falecido não levantar os braços em sinal de temor e de rendição? Fogo nele? Ou tão-somente uma coronhada na cabeça para aprender a ter respeito com os digníssimos assaltantes? O que pretenderiam os assaltantes? Levar o finado embora e solicitar resgate para a família? Seria o morto daquela religião em que colocam grana no caixão, para que possa pagar o pedágio para adentrar ao céu? Entretanto, como o falecido estava literalmente duro, os assaltantes contentaram-se em assaltar os presentes ao velório. Nesta noite, poderíamos dizer que todos os presentes ao velório ficaram duros, inclusive o morto, que aliás já estava nesta situação antes do assalto.
Vamos falar sério! Em que mundo estamos, que nem podemos velar nossos mortos em paz e com o respeito que a situação exige? Da próxima vez que um candidato a governador prometer colocar a Rota na rua podem ter certeza que irei contestar. Quero a Rota nos velórios! (Antonio Pedroso Júnior - pedrosojr@chineloneles.com.br)