As cartas do engenheiro Coaracy Domingues, publicadas nesta Tribuna nos últimos dias 28 e 30/10, demonstram claramente a hipocrisia e a mediocridade de seu autor. Sem fundamentos, argumentos ou princípios, agride entidades representativas dos trabalhadores (Sindicato dos Ferroviários, CUT e PT) com a mesma prática tão utilizada pelos nazistas: repetir à exaustão uma mentira buscando que se torne verdade. Somente por completa ignorância ou absoluta má-fé pode-se acusar o Sindicato dos Ferroviários de ter “privatizado†a Estação Noroeste. Privatizar, como nos ensina o mestre Aurélio, é “tornar privado ou particularâ€. E este poder certamente o Sindicato não tem. É de conhecimento público que a Rede Ferroviária, assim como outras tantas estatais de grande porte, foram privatizadas a preço de banana, por obra do governo FHC, que em 8 anos dilapidou nosso patrimônio, destruiu nossos sonhos e colocou o país de joelhos perante os poderosos do mundo. Onde estava o sr. Coaracy durante estes anos ? Sabe-se lá, talvez aplaudindo de pé as iniciativas do tucanato, ou quem sabe, pior, tomando chá das cinco com outros saudosistas do período de arbítrio que tomou conta do país de 64 a 85. Contudo, é compreensível a ira incontrolada do missivista Coaracy, afinal não deve ser fácil para um membro desta elite decadente, que tantos males causou ao país e ao seu povo, ter como o próximo presidente da República um torneiro mecânico, legítimo representante das classes populares e com uma votação tão expressiva. É, sr. Coaracy, as estrelas não estão somente no céu mas também em milhões de mentes e corações que votaram na esperança para derrotar o medo. (Arthur Monteiro Júnior – advogado – OAB/SP 91.638)
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