Bairros

Vitória Régia será inundado com chuva

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

O Parque Vitória Régia será inundado em dias de chuva forte. É o que prevê o projeto de contenção de águas da avenida Nações Unidas entregue ontem à Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). O estudo foi realizado durante pouco mais de 60 dias pela empresa Argos S/C Ltda com o propósito de acabar com o problema de inundação na avenida.

Através de uma estrutura que será construída ao lado direito do parque (para quem entra pelo anfiteatro), a água da chuva, que desce da avenida Nações Unidas e das ruas adjacentes, será represada. Assim, dependendo da intensidade da precipitação, a região ficará submersa por três metros de água.

Quando isso ocorrer, o palco do anfiteatro, alguns degraus da arquibancada, os lagos e parte da área verde do parque permanecerão debaixo d’água por algumas horas.

“Raramente nos depararemos com esta situação, que deve durar poucas horas”, explica a secretária municipal do Planejamento, Maria Helena Rigitano.

De acordo com ela, para que o Vitória Régia assuma essa função ainda será necessária a implantação de galerias nos bairros vizinhos à Nações Unidas, que, por estarem numa região mais alta, despejam suas águas na avenida.

O projeto

A fim de que o parque consiga represar a água, o projeto propõe a construção de uma rampa de terra ao redor do anfiteatro, que integra a estrutura de contenção de água. Ela terá início na marginal da avenida Nações Unidas, paralela à praça do playground, e seguirá pela via expressa, terminando na altura do palco.

“Junto com os arquitetos Jurandyr Bueno e Luciano Fiaschi, vamos tentar encontrar uma solução para que a obra não cause um impacto visual muito forte. O Vitória Régia será mantido como cartão postal da cidade”, garante Rigitano.

Ao lado direito do parque (para quem entra pelo anfiteatro), um reforço de concreto será instalado e contará com dois orifícios próprios para dar vazão à água represada no local. Essa obra ficará escondida sob os pequenos lagos já existentes no parque.

Uma abertura será mais alta do que a outra. A mais elevada só entrará em funcionamento quando chuvas fortes castigarem o município e a concentração de água for grande.

Todo o fluxo concentrado no local será conduzido ao canal da avenida Nações Unidas, que vai escoá-lo normalmente, garante Rigitano.

“Vamos aproveitar todas essas mudanças para remodelar o parque e adequá-lo a shows e feiras, conforme solicita a Secretaria Municipal de Cultura. Sua formação paisagística será mantida”, ressalta ela.

Novas etapas

O projeto apresentado ontem à administração municipal será utilizado para que a prefeitura possa reivindicar junto às esferas estaduais e federais recursos para a execução da obra, que não está prevista no orçamento do próximo ano.

“A Seplan e a Secretaria de Obras vão discutir até a possibilidade de remanejamento de recursos, mas não temos previsão de quando a reforma vai começar. Depois de iniciada, ela pode levar até dez anos para ser concluída”, confessa a secretária.

Galerias

Enquanto o custo desse projeto não ultrapassou os R$ 35 mil, o valor da execução da obra gira em torno de R$ 12 milhões. Segundo Rigitano, deste montante, o maior investimento será aplicado na instalação de galerias pluviais nos bairros adjacentes à avenida Nações Unidas.

“Ficamos satisfeitos com o resultado do estudo, que foi contratado justamente para que colhêssemos uma opinião isenta. Tínhamos idéia de fazer um trabalho semelhante ao apresentado, mas especialistas de fora poderiam indicar uma outra alternativa mais viável para o problema de inundações da avenida”, explica Rigitano.

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