Não é de hoje que jovens de classe média alta têm freqüentado os noticiários policiais. Deveriam, é certo, conquistar as manchetes nas páginas de esporte, trabalhos voluntários, ingressando nas melhores universidades. Contudo, não é o que tem ocorrido.
A violência não é mais uma endemia controlada pelas autoridades, e sim uma pandemia. Não está mais restrita às favelas e ruas, como também na zona sul e dentro de suas residências.
A “cara†do novo infrator freqüenta os bares da moda, estuda nas melhores escolas, usam roupas de marca e já foi à Disney.
A violência é um reflexo dos jovens que não foram educados, apenas criados, caracterizando a total crise familiar, com pais omissos que se preocupam em apenas satisfazer as vontades dos filhos sempre sem nada exigir. Adolescente precisa de atenção e limites, e não celular ou cartão de crédito.
Não quero generalizar. Porém, os pais de hoje preferem dizer “sim†a tudo, sempre optando pela pedagogia não traumatizante, gerando a falta de responsabilidade.
Nós, professores, pára-raios da sociedade, não suportamos mais a difícil tarefa de ensinar e educar. Assim ficamos assistindo no tablado o descaso, a falta de educação e a impunidade desses adolescentes rebeldes que passaram pela rua Cuba, queimaram o pataxó Galdino em Brasília, descarregaram uma metralhadora numa sessão de cinema em São Paulo, dispararam contra outro adolescente na porta de uma escola em Bauru e hoje, pela TV, presenciamos um duplo homicídio praticado pela filha do casal e seu namorado.
Pasmem!!! Não era mais um quadro de “Loucuras de Amorâ€. (Luiz Roberto Relvas, professor e biomédico. - RG 6.55.389)