Regional

Juiz decreta prisão preventiva de frei

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz decretou na tarde de anteontem a prisão preventiva do frei Tarcísio Tadeu Spricigo, 46 anos. Ele é acusado de atentado violento ao pudor contra um menino de 8 anos, em Agudos.

Segundo a denúncia, o crime teria sido praticado em 1999, quando o frei trabalhava na Capela Nossa Senhora Aparecida, no bairro Pampulha.

Spricigo estava preso temporariamente desde o dia 8 de outubro, na Cadeia Pública de Agudos. Com a decisão do juiz em pedir a prisão preventiva, o frei não poderá sair da prisão antes de ser julgado pela Justiça.

Somente a revogação do pedido de prisão preventiva poderá colocar novamente o acusado em liberdade, antes do julgamento.

A reportagem procurou o juiz ontem para comentar o pedido, mas funcionários do Fórum informaram que ele passaria a tarde toda em audiência e não poderia falar sobre o assunto.

Recentemente, o frei esteve detido em Anápolis (GO), também sob acusações semelhantes.

Graças a um habeas-corpus, ele foi solto e retornou a Agudos, onde se apresentou à Polícia Civil, espontaneamente. Havia na cidade um mandado de busca contra ele. Ao se apresentar, Spricigo foi detido temporariamente.

O inquérito policial que investigava o suposto caso de pedofilia foi concluído no dia 23 de setembro último. A apuração das denúncias foi feita pelo delegado titular de Agudos, Paulo Calil.

Após concluir o relatório das investigações, o delegado encaminhou o inquérito ao Poder Judiciário, com pedido de prisão preventiva, o qual foi aceito pelo juiz Adilson Aparecido Rodrigues Cruz.

As denúncias dão conta de que o frei teria molestado, em 1999, de forma continuada, um menino de 8 anos, na época.

Durante as investigações, o delegado Calil apreendeu documentos que apontaram indícios de que o religioso manteria um diário relatando com detalhes seu relacionamento com algumas crianças. Cópia desse diário foi passado para a polícia.

Em obediência ao Estatuto da Criança e Adolescente, a identidade da criança está sendo mantida em sigilo pela polícia.

Quando foi decretada a prisão temporária do acusado, o delegado Calil informou que os fatos, em Agudos, só vieram à tona porque o garoto ouviu notícias da prisão do frei, em Anápolis, pelo mesmo crime. O processo corre sob segredo de Justiça.

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