Um incêndio com uma vítima fatal e várias graves, todas alojadas em local de difícil acesso. Esta foi uma situação fictícia montada para avaliar o desempenho dos bombeiros e dos órgãos de socorro de Bauru. O treinamento foi realizado em um prédio da Bünge Alimentos, empresa que fabrica óleo vegetal na Vila Santista, na manhã de ontem.
O simulado, na opinião do comandante dos bombeiros de Bauru, major Dilson Pedro Saltorato, teve o objetivo de traçar um plano de emergência para enfrentar uma possível situação semelhante real. “Nós avaliamos a atuação dos bombeiros e dos órgãos envolvidos no socorro. Consideramos todos os fatores e dificuldades encontradas para que não se repitam em situação realâ€, explica.
De acordo com Saltorato, o treinamento ocorreu não só em Bauru, mas em várias cidades do Estado de São Paulo. “Temos que analisar o tempo que a viatura gasta para chegar ao local, o apoio do pessoal do trânsito, a mobilização dos hospitais, da Defesa Civil e até da imprensa, que é parte integrante do processoâ€, diz.
O major frisa que é importante as empresas disporem de brigada de incêndio treinada. “Considerando que o Corpo de Bombeiros leva em média 15 minutos para chegar ao local do acidente, os brigadistas poderiam atuar neste período, minimizando as perdas humanas e materiaisâ€, ressalta.
Equipes especializada
O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, acompanhou toda a simulação e enfatizou a importância do treinamento. “O Corpo de Bombeiros coloca em prática um plano de emergência e estabelece prioridades de atendimentoâ€, afirma.
De acordo com ele, durante um incêndio são estabelecidas três zonas de atuação. “A zona mais quente, onde o incêndio está efetivamente ocorrendo, a zona temperada, onde ficam as equipes de apoio, e a zona fria, onde fica o comando da operaçãoâ€, explica.
Brito frisa que o atendimento de casos semelhantes ao simulado ontem exige equipes especializadas. “O local é de difícil acesso e por isso a equipe de salvamento em alturas precisa estar preparadaâ€, ressalta.
Protocolo
O coordenador do treinamento, tenente Eros Antônio Pereira, explica que além das zonas de prioridades, o Corpo de Bombeiros, conforme manda o protocolo, socorre primeiro as vítimas mais graves e, posteriormente, as mais leves.
Na opinião dele, o simulado possibilita que o efetivo treine a administração da situação de emergência. “Estabelece uma disciplina e um método em relação a salvamentoâ€, completa.
Ele frisa que após o simulado todos os procedimentos adotados serão analisados. “Na simulação tínhamos uma vítima fatal e cinco vítimas graves e leves. Todas foram retiradas pela plataforma elevatória porque o prédio tem mais de um pavimentoâ€, comenta. Na simulação foram usadas cinco viaturas e 20 homens.