Cultura

Furacão baiano

Da Redação
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Daniela Mercury faz hoje, a partir das 23h, no Recinto Mello Moraes, o maior dos shows da edição de 2002 da Grand Expo Bauru. A cantora, uma das artistas brasileiras mais conhecidas e tocadas no Exterior, deve apresentar os grandes sucessos de sua carreira.

Mercury é uma cantora que nasceu no Carnaval da Bahia e que sempre está revolucionando sua expressão artística. Sua história começa com apresentações em pequenos bares, aos 15 anos de idade. Logo, ousou enfrentar a prova de fogo do trio-elétrico. E esse é um dos segredos para seu sucesso, que naturalmente acabou transformando a cantora em uma das principais artistas da MPB, segundo a assessoria de imprensa de sua gravadora.

A carreira de Mercury como cantora é marcada pelo talento e o trabalho duro que ajudou a mudar para sempre o panorama da música brasileira nos anos 90, desde o início da década, quando ela se tornou o maior fenômeno do mercado de discos e shows, batendo recordes de vendagem, recordes de execução de músicas nas rádios e recordes de público em seus shows.

Depois de dois discos e muitos shows - ainda restritos à Bahia - Mercury partiu para a sua carreira solo, lançando o seu primeiro disco pela gravadora independente Eldorado, em 1991. A música “Suingue da Cor” se tornou o maior sucesso das rádios baianas e mais tarde de todo o Nordeste.

A dança, a ginga baiana, a voz, a qualidade dos seus músicos e a sua interpretação, hoje antológica do samba-reggae, acabaria provocando ressonâncias no sudeste e sul do País, região onde as rádios e emissoras de televisão, além da própria imprensa, resistiam a absorver a importância da nova música baiana que mais tarde seria batizada de axé music.

E coube justamente a Mercury o privilégio de romper com as resistências e preconceitos da região mais urbana e desenvolvida do Brasil, que finalmente se rendeu ao talento, vigor e sedução rítmica de sua música.

O seu próximo disco, “O Canto da Cidade”, já através de uma grande gravadora, a Sony, transformou Mercury numa definitiva estrela. O sucesso do disco e do show não teve precedentes. Afinal, nenhum outro artista conseguia reunir tanto público de norte a sul do país.

Inquieta e movida a novos desafios, a artista decidiu gravar discos apenas a cada dois anos. Exigente, perfeccionista e ousada, ela dedica um grande tempo na busca de um conceito para cada disco, numa escolha criteriosa de repertório e na experimentação de novos caminhos.

Seu próximo disco, “Música de Rua”, foi lançado com 500 mil cópias vendidas antecipadamente. Com ele, ela consolida sua carreira no Brasil e começa a conquistar novos públicos no exterior. Com “Feijão com Arroz”, a artista bateu novos recordes de vendas e atraiu a admiração de uma parte da crítica que, sob o impacto do seu sucesso popular, não havia ainda percebido a consistência musical da baiana.

Esse é o disco que levou Mercury a alcançar sucesso em países estrangeiros numa dimensão inédita para um artista brasileiro, principalmente em Portugal, onde se tornou a cantora de maior vendagem de discos na história daquele país, com suas músicas permanecendo durante vários meses no primeiro lugar das paradas, e na França, onde vendeu mais de 300 mil cópias do seu CD e do single com a faixa “Rapunzel”, tornando-se a artista do verão francês de 98.

Depois de “Elétrica”, seu primeiro disco ao vivo, Mercury lançou “Sol da Liberdade”, seu mais recente trabalho, onde reafirma sua paixão pelo samba-reggae, fazendo de “Ilê Pérola Negra” uma das suas mais belas interpretações.

Neste disco, que deve ser a base do show de hoje, Mercury canta pela primeira vez uma música de Roberto Carlos, “De Tanto Amor”, que se junta à “Primeira Vista”, de Chico César, como uma das mais belas gravações românticas da sua carreira.

Serviço

Show com Daniela Mercury, hoje, a partir das 23h, na Grand Expo Bauru. Recinto Mello Moraes.

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