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Cresce procura por câmeras

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

A procura por câmeras nas lojas do setor de segurança patrimonial cresceu cerca de 25% nos últimos dois anos em Bauru. O equipamento está sendo utilizado para monitoramento em casas, estabelecimentos comerciais, escolas e até ônibus coletivos.

A informação é de Cláudio Buzalaf, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de São Paulo (Sesvesp) em Bauru. Ele afirma que o monitoramento à distância, através da Internet, é um dos alvos atuais das empresas quando se fala em segurança.

“Não dá nem para estimar quantas mil câmeras já foram instaladas em Bauru. É um número muito grande”, afirma Buzalaf.

Os circuitos fechados de câmeras internas representam 50% das vendas em uma empresa de equipamentos de segurança de Bauru, de acordo com o sócio-proprietário Wanderley Andrade Betti. “A coqueluche do momento é a transmissão de imagens”, enfatiza.

Betti afirma que as câmeras coíbem depredações, pequenos furtos em residências, estabelecimentos comerciais e condomínios. “Além disso, barateia o custo de vigilância”, observa.

Em indústrias, os equipamentos podem ser utilizados para acompanhamento da produção à distância e durante a noite como medida de segurança.

Outra novidade que está fazendo sucesso são as câmeras com sensores de movimento. Elas começam a gravar quando há movimento no local e podem até mesmo acionar um alarme quando isso acontece.

Custo

A partir de R$ 250,00 é possível adquirir uma minicâmera com caixa de proteção e transformador. Alguns empresários chegam a investir de R$ 50 mil a R$ 70 mil em circuitos de monitoramento através de câmeras.

Em residências, geralmente câmeras simples são utilizadas para monitorar a frente da casa, as laterais e os fundos. Ocasionalmente, segundo Betti, alguns clientes solicitam câmeras internas para acompanhar o trabalho de babás e domésticas.

“Oitenta por cento das casas novas da zona sul têm câmeras”, revela Manoel Zapater Rios, gerente de vendas de uma empresa que vende e aluga equipamentos de segurança.

“A procura tem aumentado e bastante. Acredito que isso deve-se em parte ao aumento do vandalismo”, enfatiza o gerente de vendas.

Betti afirma que sua empresa já instalou mais de 2 mil câmeras em Bauru. Ele recebe, em média, dois pedidos mensais para instalação de grandes circuitos fechados. Já pequenos circuitos de monitoramento através de câmeras são instalados diariamente.

“Todo mundo, se não tem uma câmera em casa, tem vontade de ter. Infelizmente será uma necessidade daqui para frente”, arrisca Rios.

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