Eu como palmeirense fanática que sou, venho através dessa carta expressar minha profunda tristeza por ver o meu time tão querido passar por essa humilhação terrível. O dia 17 de novembro de 2002 entrou para a história triste do meu Alviverde tão amado por mim e por minha família. Apesar da tristeza enorme, do coração partido, de toda essa humilhação, eu sei que o Palmeiras é um time de fibra e que com muito empenho e competência vai conseguir se reerguer, vai lutar e vai chegar à série A do Brasileirão novamente. Eu estarei torcendo para que o meu Alviverde tão amado volte com suas próprias forças ao grupo de elite do Campeonato Brasileiro.
Não aceito de maneira alguma que o Palmeiras volte à elite do Brasileirão através de maracutaias, de tapetão dos cartolas do nosso futebol brasileiro. Sou palmeirense fanática, mas quero que o meu time volte à elite de forma justa, de forma íntegra, não através de sacanagens, de virada de mesa. Jamais vou concordar com maracutaias, se houve rebaixamento, foi merecido e os rebaixados devem permanecer na série B e se tiverem competência voltarem à série A, se não tiverem competência devem permanecer onde estão até que consigam através de seus méritos subir novamente para a elite do Brasileirão. Quem não tem competência não se estabelece.
Um abraço a todos os palmeirenses e um recado: todos que gostam de futebol de verdade não devem concordar com virada de mesa, pois hoje a virada de mesa pode ser a nosso favor, mas amanhã pode ser contra nós. Mesmo se houver uma virada de mesa (que eu não concordo), o dia 17 de novembro de 2002 vai continuar na história do Palmeiras como o Dia do Rebaixamento, o Dia da Humilhação, a história não vai mudar e vai ficar pior a emenda. O futebol é uma arte, é um esporte e não deve jamais ser substituído por maracutaias dos cartolas. Um verdadeiro palmeirense deve acreditar na competência do seu time para voltar à elite do Brasileirão e nunca torcer por uma virada de mesa. Por tudo isso, estou na torcida pelo meu Palmeiras e não pela virada de mesa. (Marisa de Moura – RG 19.200.253)