Ainda é cedo para se fazer uma leitura mais completa das últimas eleições que consagraram Luiz Inácio da Silva como novo presidente da República. Está claro, no entanto, que o regime democrático e as instituições nacionais saíram fortalecidas do pleito, dada a forma pacífica e civilizada com que transcorreram os debates e as próprias eleições. Este resultado auspicioso, que engrandece a Nação e melhora significativamente a imagem do Brasil lá fora, há que se reconhecer, deve-se muito ao presidente Fernando Henrique Cardoso, que se portou como verdadeiro magistrado durante a campanha eleitoral, mantendo-se eqüidistante dos debates e não permitindo o uso da máquina em favor do candidato de seu partido. Ainda mais, FHC criou condições próprias para que a transição de governo possa se efetuar sem choques ou sobressaltos, fato insólito e que realmente está acontecendo no Brasil e na América Latina.
Poderia dizer se que é um amadurecimento natural do regime democrático depois de 21 anos de governos militares o que seria um erro e uma injustiça. Até Lula não tem escondido seu entusiasmo e admiração pela forma como FHC tem comandado as reuniões das equipes de transição. Neste quadro, é imprescindível.
Agora é aguardar e torcer para que a classe política, sob a égide de Lula, leve o País ao seu grande destino para que possamos dizer e gritar em voz alta “Agora sim o gigante despertouâ€. É o que esperamos!... (João Álvares - da Associação Paulista de Imprensa - Reg. 2069)