Polícia

Morte de banhista alerta para acidentes

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

O mecânico Roger Rubens dos Santos, 25 anos, morreu no Hospital de Base, na última terça-feira, vítima de traumatismo craniano. Segundo boletim de ocorrência, ele mergulhou em um rio e bateu a cabeça.

Ontem, os bombeiros procuravam o corpo do pescador Carlos Alberto Ferreira, 36 anos, na Fazenda Arca de Noé. Ele desapareceu em uma lagoa da fazenda, onde teria ido com a intenção de pescar. A linha enroscou no fundo da lagoa e ele acabou afogando-se ao tentar tirá-la.

No ano passado, 27 pessoas perderam a vida em afogamentos na área do 1.º Sub-Grupamento de Bombeiros, que engloba as cidades de Bauru, Lins e Jaú. Neste ano, os bombeiros já registraram 22 afogamentos na mesma área, sendo que a época de maior risco de acidentes começa neste mês, em função do calor.

Os acidentes em água, assim como os afogamentos, são cada dia mais comuns entre jovens e crianças. A imprudência dos adulto tem cooperado para que os índices sejam cada vez mais elevados, alerta o tenente Miguel Ângelo Minozzi, do Corpo de Bombeiros.

De acordo com ele, os adultos confiam demais nos equipamentos de proteção. “Além de providenciar bóias e coletes, os adultos precisam cuidar das crianças porque os acidentes acontecem até em banheira”, frisa.

Um pequeno descuido dos pais é suficiente para que uma criança afogue ou sofra um traumatismo craniano em um rio, lago, lagoa, represa ou piscina, lembra ele. “A maioria dos clubes tem salva-vidas. Já nas águas doces, o mesmo não acontece e todo cuidado é pouco”, afirma Minozzi.

O tenente ressalta que os adultos devem sempre analisar o local onde vão se refrescar. “Antes de entrar na água é preciso analisar o rio ou lagoa, a profundidade e o tipo de material existente no fundo”, explica.

Ele desaconselha mergulhos em locais desconhecidos. “O risco de traumatismos é muito grande. A pessoa pode ficar tetraplégico ou até morrer”, alerta. Para que acidentes deste tipo não ocorram, Minozzi aconselha a entrar em pé pelas margens e explorar o local antes do mergulho. “As pessoas costumam mergulhar e batem a cabeça em pedras”, frisa.

Água até o umbigo

Entre os integrantes dos bombeiros é comum ouvir que água até o umbigo é sinal de perigo. â€œÉ perigoso mesmo. Temos vistos que em açudes há declives e as pessoas vão nadando e quando tentam colocar o pé no chão, percebem que não dá mais pé. Aí já estão cansadas e não conseguem voltar”, afirma Minozzi.

A cãibra e o mal súbito são os imprevistos mais comuns que podem ocorrer com o banhista dentro da água.

O tenente Minozzi afirma que salvar uma pessoa em desespero dentro da água não é tarefa fácil nem mesmo para os bombeiros. “Ela está desesperada e se agarra com tanta força que leva aquele que está tentando salvá-la para o fundo”, frisa.

A melhor tática para salvar alguém que está se afogando é jogar algo para que ela se agarre. Só então é aconselhável entrar na água para fazer o salvamento. “Jogue uma vara de pescar, uma corda ou uma bóia para que a pessoa se agarre”, orienta.

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