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Agonia de animal revolta a Uipa

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Membros da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) de Bauru estão revoltados com o tratamento dispensado aos animais recolhidos no Centro de Zoonoses da cidade aos fins-de-semana. Ontem, uma égua que agonizava no local teve de ser sacrificada por um veterinário particular, contratado pela Organização Não-Governamental (ONG).

Segundo a vice-presidente da entidade, Ângela Maria Heissig da Silva, os animais de grande porte recolhidos nas sextas-feiras à tarde ficam sem cuidados durante o sábado e o domingo. Além disso, diz Ângela, não há vigias de plantão no local, o que possibilita o furto de animais.

De acordo com a vice-presidente da Uipa, alguns membros que estavam na sede da ONG na manhã de ontem foram alertadas por um funcionário do Centro de Zoonoses que uma égua doente e provavelmente vítima de maus tratos, recolhida na sexta-feira à tarde, estava sem cuidados especializados dos veterinários da prefeitura.

O centro é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, e se localiza vizinho ao local onde a Uipa - que trata de pequenos animais - está instalada. A reportagem do JC tentou entrar em contato com a titular da Saúde, Sônia Fiocchi, mas a informação é de que ela estaria viajando.

“Nós tivemos que chamar um veterinário particular para sacrificar o animal, que estava sofrendo. Amanhã (hoje) nós vamos lavrar um Boletim de Ocorrência de crime ambiental”, afirma Ângela.

Ainda segundo ela, a Uipa deverá entrar com uma representação no Ministério Público nos próximos dias, para pressionar a prefeitura a “tomar providências”. De acordo com Ângela, a alegação de que há veterinários de plantão é “mentira”, pois eles nunca são encontrados quando necessário.

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