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Campanhas de Natal auxiliam 12 mil

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Pelo menos 12 mil pessoas carentes serão beneficiadas com as campanhas de Natal que estão sendo promovidas por cinco instituições de Bauru. O número representa cerca de 15% daqueles que vivem abaixo ou dentro da linha de pobreza - aproximadamente 75 mil sobrevivem nestas condições, indicam dados da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes).

Só a 8.ª edição da campanha Natal Fraternal, promovida pela rede de supermercados Confiança, espera contribuir com 11.773 assistidos em 69 entidades, sendo 58 cadastradas pela Sebes.

Conforme o JC tem divulgado, nesta campanha, o montante dirigido à cada instituição será arrecadado através da venda de convites para o “Show Solidário” do cantor Daniel, agendado para o dia 27, no Recinto Mello Moraes, a partir das 21h30.

São 40 mil convites à venda por R$ 10,00, que serão comercializados por intermédio das próprias entidades assistenciais. Em recente matéria publicada, o proprietário da rede Confiança, Jad Zogheib, explicou que a promoção deve render cerca de R$ 300 mil aos carentes.

“Do total de R$ 400 mil que será recolhido, R$ 100 mil bancarão parte do custo do show. Outros R$ 70 mil serão investidos pela rede”, explica.

Cada instituição recebeu da Associação das Entidades Assistenciais de Bauru um lote de convites e o que vender será dela. Ingressos também podem ser adquiridos nas lojas da rede Confiança.

Já a Associação de Pais para a Integração Escolar da Criança Especial (Apiece) está desenvolvendo uma campanha paralela de Natal, que visa distribuir cestas básicas aos seus 48 internos.

“Como contribuímos diariamente com a alimentação dos assistidos, nos sentimos na obrigação de garantir à família deles pelo menos uma cesta básica até início de fevereiro, no período de férias”, explica a presidente da instituição Catarina Carvalho.

No dia 10, último dia de aula, os alunos vão participar de um almoço de confraternização a partir das 11h30. No início da tarde, presentes serão distribuídos pelos professores da Apiece.

O “Natal com Comida” depende da doação de cestas básicas. “Numa época em que as diferenças sociais são mais flagrantes, ou seja, nos festejos de fim de ano, contamos com outras parcerias e colaborações”, comenta Catarina.

Papai Noel

A Associação dos Moradores do Núcleo Edson Francisco da Silva (Bauru 16) também reivindica doações, mas de brinquedos. Eles serão entregues no dia 22, a partir das 10h, na rua Flordaliza Meira Montes, 6-20.

“Estamos pedindo às crianças que enviem cartas ao Papai Noel falando sobre a festa natalina e o desempenho delas na escola. Com a colaboração da comunidade, pretendemos distribuir cerca de 300 brinquedos no bairro. Enquanto o bom velhinho lê as mensagens, estamos viabilizando os presentes”, brinca o presidente da associação, Adriano Queiroz Alves Pimenta.

Além de contar com as doações, ele também está promovendo um jogo de futebol entre homens casados e solteiros. O ingresso será um brinquedo novo ou velho - em condições de uso. A partida, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), será realizada no estádio distrital Padilhão da Vila Giunta.

A Legião da Boa Vontade (LBV) também está precisando da colaboração da comunidade para viabilizar a campanha nacional SOS Brasil - Natal Sem Miséria!. A entidade está recebendo alimentos não-perecíveis, que serão agrupados em forma de cestas básicas.

O material será distribuído para cerca de 400 pessoas, no dia 18, a partir das 13h, no centro comunitário da entidade, instalado na rua Alberto Paulovich, 2-58.

Além da entrega dos alimentos, na mesma data será promovida também uma festa comunitária para comemorar o Natal junto às famílias atendidas pela instituição.

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Solidariedade

As campanhas de natal são positivas e vem a somar com as iniciativas da Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes). É o que pensa a responsável pela pasta, Sandra Scriptore.

Para ela, as campanhas deveriam durar o ano todo e vir acompanhadas de capacitação profissional e assistência ao idoso, criança, mulher e adolescente. “Visamos sempre atender o núcleo familiar. As iniciativas são bem-vindas, principalmente agora que a cesta básica está mais cara que o salário mínimo”, explica.

Segundo ela, várias entidades desenvolvem trabalhos permanentes, mas intensificam as ações no final do ano.

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