Polícia

Para DDM, até religião influencia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Na opinião da delegada-assistente da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Marilda Aparecida Pinheiro, vários são os motivos que levam os homens a agredir suas mulheres. “Alcoolismo, uso de entorpecente, desemprego, situação financeira difícil e até falta de religião”, avalia.

Na opinião dela, a religião, qualquer que seja, é um freio inibitório de violência. “O desemprego também tem causado muitos desentendimentos”, conta Marilda.

Segundo ela, a maioria dos casos de lesão corporal entre familiares não há uso de armas. “O homem usa a força física e agride a mulher com socos, tapas e pontapés”, conta.

Na DDM, grande parte dos casos também não passam do B.O. “As mulheres registram e querem que o agressor, filho ou marido, seja repreendido verbalmente. Os laços afetivos impedem que a vítima processe o agressor”, ressalta.

Ela lembra que quando o filho ou o marido é um agressor contumaz, a repreensão verbal pode ser entendida como impunidade. “O agressor percebe que não foi punido e agride novamente”, diz.

Ansiedade dos pais

O titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), delegado José Henrique Gomes dos Santos, acredita que a ansiedade dos pais, que sofrem com o problema de drogas, motiva as discussões em família. “Os pais precisam de ajuda, assim como os jovens envolvidos com entorpecentes”, opina.

Segundo Santos, o jovem envolvido com entorpecente perde o interesse pelo trabalho, estudo e convivência familiar. “Os pais ficam ansiosos e insistem para que eles deixem as drogas. Isto causa as brigas em família”, diz.

Na opinião dele, a família de um usuário de drogas precisa de ajuda especializada. “Os pais devem procurar ajuda de um psiquiatra e psicólogo para saber como agir sem provocar desentendimentos”, diz. Ele explica que para as pessoas de baixa renda, a alternativa é procurar as unidades públicas de saúde.

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