Bairros

Chuva reflete em mato em terrenos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Após um mês inteiro chuvoso, a preocupação da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) volta a ser mato alto em terrenos baldios. O número de reclamações ao JC nos Bairros já aumentou. Há casos em que o mato está invadindo até calçadas, como na quadra 2 da rua Monsenhor Ramirez, no Jardim Estoril 3.

A doméstica Antônia Pereira, que passa pela rua todos os dias a caminho do trabalho, reclama que é obrigada a andar pela rua. “Não existe mais calçada, só mato. Eu acho perigoso passar até pelo meio da rua à noite. Pode ter bandido escondido no mato e atacar quem passar a pé”, frisa.

No Parque Paulista, na altura da quadra 37 da rua Gustavo Maciel, o mato e o entulho tomam conta de uma área de várias quadras. Gasparino Alberto Quadros, dono de lotes na região, cobra a capinação e limpeza dos terrenos.

Quadros afirma que não consegue manter seus lotes limpos porque os terrenos vizinhos viraram depósito de entulho. “Jogam pneu, entulho e todo tipo de lixo nesses terrenos e também nos meus. Tem uma quadra inteira da prefeitura. Antigamente, o entulho era jogado no local para tapar uma erosão. Deu certo, mas agora tudo fica nos terrenos”, explica.

Ele ressalta que não consegue vender os terrenos por causa do mato e do lixo. “Brigamos muito e hoje os terrenos têm galerias e esgoto. Mas não adiantou muito porque está tomado por mato e entulho. Na época do Tidei (ex-prefeito Tidei de Lima) as máquinas arrastavam tudo para erosão. Agora isso não é mais feito”, frisa.

Maria Helena Rigitano, titular da Seplan, confirma que as reclamações sobre terrenos com mato já aumentaram, o que é esperado para essa época do ano por causa da maior incidência de chuvas. Ela frisa que uma lei determina que os proprietários são obrigados a manter seus lotes capinados e limpos, sob pena de multa que varia de 3% a 10% do valor venal do imóvel.

A Seplan, de acordo com Maria Helena, intensificou a fiscalização. Mas ela pede aos proprietários de imóveis que não esperem o mato crescer para fazer a capinação. â€œÉ um problema de segurança porque esses terrenos podem mesmo transformar-se em esconderijo de bandidos e de saúde pública”, alerta.

Antes de emitir a multa, o fiscal da Seplan notifica o dono do imóvel para que ele providencie a capinação ou a limpeza do terreno. Aqueles não-encontrados em seus endereços são notificados através do Diário Oficial do Município.

Pela lei, o proprietário tem 20 dias úteis para efetuar o serviço e comunicar a Seplan.

Parceria

Pelo segundo ano consecutivo, a Secretaria Municipal do Planejamento firmou uma parceria com a Polícia Militar (PM) para agilizar a fiscalização dos terrenos com mato alto e entulho. Uma vez por semana a PM disponibiliza uma viatura para transportar os fiscais e, assim, fiscalizar o maior número de terrenos possível.

A fiscalização da Seplan em parceria com a PM começou pelo Parque Santa Cândida, mas poderá ser estendida a outros bairros, conta o capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante da 3.ª Cia.

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