Cabo Frio tem mais de 30 quilômetros de praias, com o agito ocorrendo na Praia do Forte, que fica na área central do Calçadão.
Durante a alta temporada - que começa agora e vai até fevereiro - é comum a circulação de carros com placas de Minas Gerais. Por não terem mar no Estado, os mineiros descem para a Região dos Lagos para passar pelo menos duas semanas em contato com a natureza de Cabo Frio. Muitos mantêm na cidade casas de veraneio e até estabelecimentos comerciais.
A Praia do Forte, conhecida como a Ipanema de Cabo Frio, é a praia do agito. Tem cerca de 7,5 quilômetros. Passou por uma revitalização total, ganhou quiosques e melhorias na infra-estrutura urbana além de um novo calçadão, que atrai os transeuntes pelas cores.
Falando em cores, a Prefeitura de Cabo Frio vem inovando na fiscalização das obras contratadas e da limpeza da cidade, depois de dividi-la por setores coloridos. E essas cores servem ainda para orientar o turista que procura seus pontos históricos. Ao chegar a um posto de atendimento, o visitante recebe um mapa onde os pontos a serem visitados são identificados por cores. Fica mais fácil chegar, descobrir esses lugares e retornar ao hotel.
Lagoas, salinas e pescaria
Essa bela região do Brasil fica na costa sudeste do Estado do Rio de Janeiro, banhada pelo Oceano Atlântico e a Lagoa de Araruama.
É cortada por dois canais. O do Itajuru está localizado no centro da cidade e liga a Lagoa De Araruama ao Oceano Atlântico, renovando sempre suas águas, sendo responsável pela piscosidade da lagoa e pela grande produção de sal na região.
Com seis quilômetros navegáveis, o canal possui em suas margens belas residências, ancoradouro público, o mercado de peixes, clubes de iatismo e lazer e o cais das traineiras. Em seu interior, localiza-se a Ilha do Japonês.
Suas águas turvas, com temperatura entre 20ºC e 24ºC, tornam o canal uma área ideal para a prática do iatismo, windsurf, esqui aquático e passeios turísticos. Aliás, durante o passeio é comum ao turista avistar peixes, como a tainha, pulando nas águas, num espetáculo digno de um flash. Na mureta do canal de Itajuru há sempre um grande número de pescadores fisgando cocorocas e xereletes, além de outros peixes.
Outro canal que cruza a cidade é o Palmer, inaugurado no início deste século e construído para facilitar o escoamento do sal - principal produto de exportação do município. Cabo Frio é uma das principais cidades em produção e refino de sal de todo País. A sede do Sal Cisne fica lá. O produto é extraído da Salina São Luiz, que tem área aproximada de 200.000 m3.
As salinas estão disseminadas por toda a região, caracterizando sua paisagem com os moinhos de vento e seus tabuleiros quadriculados.
A primeira data de 1824, quando D. Pedro concedeu ao alemão Luiz Lindenberg autorização para explorá-la. Hoje, as salinas deram lugar à outra atividade econômica: o turismo, mas mesmo assim um projeto do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e a Pequena Empresa (Sebrae) tenta recuperá-las oferecendo trabalho a quem precisa.
Dunas e sambaquis
O balneário não fica no Nordeste, mas também tem dois conjuntos de dunas, formadas pela força dos ventos que são intensos na região. Ficam na Praia do Peró ( que tem hotéis, pousadas e até um pequeno comércio) e na estrada que liga Cabo Frio a Arraial do Cabo.
A mais famosa, extensa e elevada é a Dama Branca. De seu topo avista-se o oceano, as cidades de Cabo Frio, Arraial do Cabo e a Lagoa de Araruama, com seus típicos cataventos.
Os turistas preferem visitá-las ao pôr-do-sol, quando a visão é ainda mais bela. Nas dunas de Cabo Frio já foram realizadas várias tomadas de comerciais, filmes e séries de TV. A vegetação predominante nesses locais é a típica de restinga-cactácea, com grande variedade de espécies de cactos, que formam um cartão-postal diferente.
Além das dunas, Cabo Frio tem outras atrações arqueológicas: os sambaquis, pequenos morros com quase seis mil anos de existência, compostos basicamente de conchas e ossos humanos.
Contam os historiadores que os sambaquis começaram a se formar com os povos nômades e continuaram a se desenvolver com os indígenas. O mais conhecido e apontado pelos guias turísticos fica no Morro do Índio, próximo ao Forte de São Mateus. Nele há trilhas feitas por indígenas e exemplares raros do pau-brasil.
Centro histórico
Cabo Frio não tem a sofisticação de Búzios, reduto de estrangeiros e endinheirados, mas é considerada a capital da Região dos Lagos. É o centro nervoso da região, oferecendo infra-estrutura em comércio, rede hoteleira, restaurantes e serviços.
É também uma cidade histórica - a sétima mais antiga do Brasil - conservando um conjunto histórico arquitetônico da época colonial, quando Américo Vespúcio fundou na região a primeira feitoria das Américas.
Os resquícios dessa época estão presentes no Forte de São Mateus, construído em 1616, exemplo da influência portuguesa na cidade. Dele a vista da cidade é belíssima, principalmente ao pôr-do-sol.
Destaque também para a Igreja de São Benedito, no Bairro da Passagem, construída por pescadores; para o Convento de Nossa Senhora dos Anjos, que guarda importantes obras barrocas; para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco: ambas instaladas na região central, no largo de Santo Antônio e para a Matriz Nossa Senhora Assumpção que guarda uma preciosidade: uma imagem da Virgem Aparecida, encontrada por pescadores da Ilha do Cabo.
A rua dos biquínis
O comércio de Cabo Frio oferece ao visitante além de produtos convencionais, artesanato e biquínis transados. A rua dos Biquínis, que está sendo restaurada, é passeio obrigatório para as mulheres. Reúne mais de 100 lojas que vendem moda praia esportiva a preços convidativos, a partir de R$ 20,00.
(A jornalista viajou a convite do Encontro Thereza Valente de Turismo e da TAM)