Metade das pessoas que fazem esterilização irreversível, como laqueadura e vasectomia, se arrepende depois de cinco anos. A informação é do deputado estadual e ginecologista Pedro Tobias (PSDB), para quem tais procedimentos devem ser evitados.
“A operação é o último recurso. Existem métodos contraceptivos reversíveis que são mais recomendados, mas o brasileiro quer tudo fácil. Laqueadura virou moda, independentemente da classe social: das humildes às intelectuais, todas queremâ€, conta o deputado, que atende especialmente pacientes dos núcleos Pousada da Esperança, Fortunato Rocha Lima e Jaraguá.
Segundo ele, um prefeito da região chegou a fazer uma lista de 35 mulheres interessadas no procedimento e pediu para operá-las. “Faço cirurgias duas vezes por semana e dez laqueaduras a cada dia, embora priorize casos de câncerâ€, informa.
Para Tobias, no mínimo 20 cirurgias seriam realizadas por dia em Bauru se os critérios fossem frágeis e o município oferecesse recursos.