Antônio Fernandes Santos Júnior, coordenador do Núcleo de Combate à Dengue, frisa que o núcleo tem feito diversas campanhas junto à população. Para ele, o número de casas infestadas com o Aedes aegypti surpreende porque a comunidade foi orientada.
“Estas visitas nos fazem acreditar que outros bairros possuem muitas larvas do mosquito. Como não está ocorrendo a doença, muitos se acomodaramâ€, diz Santos Junior. Para o NCD, mais importante que não registrar casos é não encontrar focos que venham causar uma epidemia, reforça.
“As pessoas devem estar atentas no verão. Férias, chuvas e mosquitos elevam o perigo da doençaâ€, declara o coordenador do NCD. Ele lembra que há alguns anos o aumento dos casos ocorre já em janeiro, e não mais em fevereiro, e vão até maio.
A equipe de combate à dengue conta com 79 agentes. Para Santos Júnior, esse número é insuficiente para controlar a doença em todo o município. Por isso, ele apela para o apoio da população, que pode colaborar evitando o surgimento de novos focos e denunciando.
“Não temos como cobrir cada canto da cidade, precisamos das denúnciasâ€, relata. As pessoas devem ligar para o NCD ou para o Centro de Controle de Zoonoses de Bauru e indicar os locais suspeitos. Em cinco dias, o núcleo visitará o local e se houver mosquisto transmissor da dengue vai erradicar as larvas.
Os focos encontrados nas casas são eliminados pelos agentes de controle de doença, mas existem casos em que eles não têm condições técnicas para extinguir as larvas. Nestes casos, o morador tem 15 dias para realizar a limpeza, caso contrário estará sujeito a uma multa de R$ 495,85.