Tribuna do Leitor

Condição de vida


| Tempo de leitura: 2 min

Existe uma indagação sobre a condição de vida das pessoas. Normalmente, questionamos a posição de alguns cidadãos com relação ao elevado padrão de vida ostentado pelos mesmos. Este padrão de vida sempre existiu e sempre existirá em relação aos homens públicos. Luiz Inácio Lula da Silva sempre foi uma das pessoas cujo sistema de vida era mistério para o povo em geral. A verdade que nunca se teve conhecimento sobre sua declaração de rendas junto ao governo, entretanto, a

Folha de São Paulo, edição de 17/11/02, desvendou, pelo menos para mim, informando que desde 1991 Lula recebe um salário, com carteira assinada, do PT, Informando ainda que, quando expirou o seu mandato (1987-1991), Lula deixaria o Congresso para dedicar-se integralmente ao partido, recebendo um salário equivalente ao de parlamentar; hoje R$ 7.000,00 mensais.

A notícia esclareceu uma enorme dúvida e vem exatamente a calhar quando nossos congressistas já estão estudando os novos salários e jetons para os próximos quatro anos. O povo que se acautele, pois para aumento do salário mínimo existe uma celeuma que remonta as calendas gregas, cujas discussões não tem fim nem adequam o salário mínimo à realidade brasileira. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, subscrita pelo Brasil e que aniversaria no próximo dia 10/l2, delineia no artigo 25 que toda pessoa tem direito a um nível de vida adequado que lhe assegure, assim como à sua família, o acesso ao bem-estar, especialmente à alimentação, o vestuário, a moradia, assistência médica e serviços sociais necessários, seguro- desemprego, invalidez, viuvez, velhice e outros meios de perda da própria subsistência por motivos alheios à sua vontade. Muito abrangente, filosófico, cristão, solidário e construtivo para que os cidados não tenham qualquer remorso na defesa de sua cidadania.

Mas e a realidade? E a fome que campeia sem cercas? E o desemprego? E a insegurança como pivô para transbordo dos limites de sustentação da inquietude sufocada, que pode eclodir a qualquer momento? Dirá alguém: resta o conforto da resignação nacional com que o brasileiro aceita tudo tranquilamente, principalmente como corolário do carnaval. Mas até quando? (Itamir Crivelli - Comissão de Justiça e Paz da Diocese de Bauru)

Comentários

Comentários