Sobre o debate entre o leitor Fernando de Oliveira Leme (carta publicada em 27/11) e o Secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Roberto Rufino (01/12), em relação à questão do provincianismo de Bauru, gostaria de acrescentar que a caracterização da província também é de aspecto cultural e não meramente econômico, como lemos até agora. Um exemplo disso seria a postura pessoal (metropolitana ou provinciana?) de cada indivíduo dentro desse organismo social. Ainda quando ando pelas ruas da cidade percebo as pessoas comentando sobre a vida uma das outras. Às vezes, até da minha mesmo. Cuidar da vida dos outros, ao invés da própria é provincianismo, típico de cidades minúsculas. Coincidentemente, essa tendência quando adaptada ao jornalismo se reverte na coluna social. (Hum???) As pessoas não se sentem numa metrópole em Bauru e só é possível mudar esse quadro através da cultura. Sugiro que talvez a prefeitura possa solicitar uma pesquisa que identifique os principais problemas culturais da cidade nesse aspecto e faça um programa municipal para a mudança geral da mentalidade social em relação a esse problema. P.S.: Se esta tribuna é do leitor e todo o resto do impresso dos jornalistas, cada um deve respeitar a parte que lhe cabe, aproveitando seus respectivos destaques para colaborar com a prática democrática desse meio de comunicação tão útil a essa cidadezinha. (Paulo Eduardo Tonon Garcia - RG. 27.803.460-3)
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