O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), localizado no Jardim Redentor, que abriga animais vítimas de maus-tratos e abandono, está sem vigias. Damair Pereira de Almeida, delegada da Sociedade de Proteção Ambiental Mountarat, reclama que a ausência de seguranças traz dois problemas: aumenta o risco de furto e inviabiliza o encaminhamento de animais à noite.
Ela relata que no domingo à noite foi procurada pela Polícia Militar (PM) para recolher um cavalo vítima de maus-tratos na Pousada da Esperança 1. “A PM não encontrou nínguem da prefeitura para transportar o animal até o Centro de Controle de Zoonoses e então fui chamada para levar o animail até o abrigo. Como não havia nínguem lá, nem o vigia, tive que levá-lo para outro localâ€, diz.
O cavalo foi recolhido ao CCZ pela prefeitura ontem pela manhã. Damair conta que há um mês o local está sem segurança noturna e que animais e equipamentos do local podem ser roubados. “Estamos preocupados com o patrimônio público, tudo pode ser roubado. Não só os animais, mas também os equipamentosâ€, ressalta.
O médico veterinário responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses de Bauru, José Rodrigues Gonçalves Neto, admite a situação e afirma que desde de 11 de novembro o órgão está sem vigias.
Ele diz que não é responsabilidade da Secretaria da Saúde contratar vigias para o local. “Nosso papel é fazer a solicitação por escrito. Isso já foi feito por mim, no dia 12, e depois pela Secretaria da Saúde, que encaminhou a requisição ao departamento responsávelâ€, diz.
Ele diz que neste mês já ocorreram dois furtos. “Foram furtadas uma carroça e uma cota de botijão de gás. Não registramos roubos de animaisâ€, afirma o veterinário.
Ele conta, ainda, que alguns profissionais recusam trabalho no local que é muito amplo, aberto e afastado. “Desconhecemos o motivo da retirada da segurançaâ€, diz.
Alternativa
Idomeu Alves de Oliveira Junior, chefe da Corregedoria Geral da Prefeitura de Bauru, explica que o vigia foi retirado do Centro de Controle de Zoonoses porque, além de animais estarem sendo furtados e roubados, os próprios seguranças estavam sendo vítimas dos ladrões.
Porém, ele afirma que está procurando uma solução para que o órgão volte a ter vigias e fique aberto à noite. “Antigamente tínhamos dois vigias no Centro de Controle de Zoonoses. Por corte de pessoal, ficou um só. Mas mesmo com seguranças estava ocorrendo furto e roubo de animais. E pior: os seguranças também passaram ser ameaçados e roubados. Então decidimos tirá-los de lá até achar uma soluçãoâ€, explica.