Polícia

Pais cobram Justiça

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A doméstica Eva Garcia dos Anjos, 41 anos, mãe de Danilo, garante que o filho não era de briga. “Não dá para acreditar na maldade que fizeram. Eu trabalho como doméstica e ele me ajudava na casa onde trabalho. Ele varria o quintal e ficava comigo, todos os dias”, relata.

Ela admite que conhece a família dos dois acusados de terem agredido seu filho. “Eu conheço as famílias”, diz. A mãe clama por Justiça. “Eu espero que o caso não caia no esquecimento e que seja feita Justiça”, diz.

O coletor de lixo Daniel Martins dos Anjos, 42 anos, pai da vítima, espera que a polícia prenda os verdadeiros assassinos. “A morte do Danilo acabou com a nossa família. Isso não pode ficar assim. Os vagabundos que mataram ele precisam ser presos”, protesta.

Investigações

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru está investigando a morte de Danilo. A menor tida como pivô do crime foi ouvida no final da tarde de ontem. A polícia não divulgou seu depoimento.

De acordo com o titular da DIG, o depoimento não esclareceu o motivo do crime. “Já temos pistas seguras dos autores do crime. Não podemos divulgar os nomes porque eles ainda não foram encontrados”, explica J. J. Cardia, titular da delegacia.

O juiz titular da Vara da Infância e Adolescência, Ubirajara Maintinguer, disse que está aguardando o inquérito para tomar as providências. “Oficialmente, ainda não tomei conhecimento do caso. O crime está na fase de investigações”, ressalta.

Silêncio

Os vizinhos da casa onde ocorreu a festa na madrugada de domingo não querem falar sobre o crime. Eles temem uma represália. A lei do silêncio vigora sempre em situações semelhantes.

A equipe de reportagem do Jornal da Cidade ouviu, em sigilo uma pessoa que conhece a situação. Ele contou que é constante festas de embalo no local. “Rola muita droga. Eles andam na madrugada fumando maconha pelas calçadas. Ninguém fala nada porque tem medo”, disse ele.

De acordo com o informante, a casa é local de viciados. “Eles fazem festa com barulho, mas os vizinhos não reclamam para a polícia porque eles são capazes de qualquer coisa. Os vizinhos têm filhos pequenos e não podem abrir a boca”, afirma.

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