União. Esta é a palavra mais usada por atletas e treinador do BAC/Colégio Sistema para explicar o sucesso da equipe neste ano. Uma vitória hoje, às 20h30, contro o Rio Branco de Americana, além de dar o título de campeão paulista da Primeira Divisão ao time bauruense, representará um feito histórico: o BAC encerra o ano invicto.
Este ano o BAC foi campeão dos dos Jogos Regionais, da Primeira Divisão nos Jogos Abertos do Interior e da Série Ouro da Associação Pró-Voleibol (APV).
“Nosso time é muito unido. Faz tempo que a gente está junto e com o memso técnico. Acho que este é o fator principal para o sucesso da equipeâ€, revela a ponta-de-rede Sandra, uma das mais experientes da equipe.
O treinador José Izar faz coro com Sandra. â€œÉ uma equipe realmente unida. Elas são muito amigas tanto fora como dentro da quadra. Nós conseguimos reunir um grupo muito homogêneo. Quando uma jogadora não está bem e é substituída, fica do lado de fora dando força para a que entrou. Com certeza, é esta união que faz a equipe não perderâ€, conta Izar.
A partida que pode dar o quarto título de 2002 à equipe de Bauru será disputada no ginásio do BAC, nos Altos da Cidade. Atletas e comissão técnica esperam a presença da torcida, pois além da possível conquista, a entrada é gratuita.
“Vai ser muito importante a torcida comparecer. Vai ajudar muito a gente. É gostoso jogar com o ginásio lotado, é um incentivo para nósâ€, afirma Sandra.
Outro ponto em comum no clube é a confiança na conquista do título. “Estamos confiantes, principalmente porque conseguimos reverter um resultado que era negativo na primeira partida. Conseguimos a virada, o que é muito difícil na casa do adversário. Acho que amanhã (hoje) a equipe vai se comportar melhor e conseguir este títuloâ€, afirma o técnico.
“Lá em Americana o jogo foi bem difícil, mas acho que aqui, em casa, com a torcida ajudando vai ser mais tranquilo. Além disso, é uma final e todas nós queremos muito este títuloâ€, declara a ponteira Sandra.
O BAC/Sistema conta hoje com a volta da meio-de-rede Tatiana, que não atuou no primeiro jogo em Americana, devido a uma torção no tornozelo direito. A jogadora garantiu joga, mesmo sem condições totais de jogo.
“Hoje (ontem) eu passei por uma avaliação médica. A torção ainda não está cem por cento curada, está cicatrizando. Mas eu vou para o jogoâ€, garante.
Para Tati, que viu a partida de Americana do lado de fora da quadra, é mais difícil ficar na torcida do que jogar. â€œÉ difícil. O sofrimento que você passa, querendo estar na quadra ajudando as companheiras é muito forte. A gente tenta ajudar incentivando, mas é difícil. A vontade é entrar e jogarâ€, declara.
A jogadora também demonstra confiança no título. “Depois da vitória lá em Americana dá para confiar. Não que a gente esteja menosprezando as adversárias, pelo contrário, já que levamos um susto grande em Americana. Mas nós vamos entrar com tudo para vencerâ€, receita.
Tati acha que o time deve usar as mesmas armas que o Rio Branco usou em Americana. “Lá elas sacaram muito bem. Acho que nós devemos usar o fator quadra e forçar no saque. Além disso temos que tentar anular o ataque delas, que é bem forteâ€, analisa.
Já o time de Americana vem disposto a devolver a derrota em casa para forçar a terceira partida, que seria disputada amanhã, às 18h, também no ginásio do BAC.
BAC/Colégio Sistema: Sandra, Viviane, Tatiana, Evelaine, Carol (Bianca) e Carla. Líbero: Samira. Hedla, Natália, Stella, Sara e Ana.
Rio Branco: Wania, Paula, Mayne, Sylvia, Ana Paula e Suelen. Líbero: Denise. Luana, Flávia, Leilane, Carol e Karla.