Tribuna do Leitor

Ah, a saúde pública!


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Num dos debates Lula x Serra, o primeiro lembrou de dar o diagnóstico de uma enfermidade (como o câncer) e depois atender o paciente seis meses ou mais pra frente: “A doença não espera”.

- Eu já passei pelo serviço hospitalar do governo e sei o que é sofrer - disse o candidato, agora eleito presidente.

Quem quiser apreciar - fora do local - um rush de trem de subúrbio das 18 horas em São Paulo, procure a sala ou a área de fisioterapia e curativos do HB. É um caos indescritível: gente que chega às 6 horas e vai embora às 12h, sem ser atendido ou resolvido o que foi fazer ali. Os funcionários estressados mal dão conta de ouvir as pessoas, quanto mais atendê-las. “Ah, a Maria morreu de nó nas tripas e o João de curativo que não curou.”

Eu fui submetido a uma cirurgia no HB. Foi bem; o pior vem depois; os curativos, retirados dos pontos e outros entraves burocráticos de ir de sala em sala, de consultório à consultório, de guichê à guichê, de Seca à Meca...

O cara que não for forte fisicamente e de cuca também se manda e que o Serra, Lula e tudo mais (só quero que me aqueçam neste inverno, e que tudo mais vá para o inferno...).

Mas com o novo hospital municipal tudo vai melhorar, o “trem das 11” passará a passar no horário e na linha, sem surfistas à espera de esperar, vá na sala 11, desta pra 15; portaria, guichê 2; hora do cafézinho. “Tchau, vou morrer bem longe dessa melhoria do Serra e da alegria de Lula na Granja do Direito (Torto); que se dane quem nasceu pobre e tem todos os dedos da mão...” (Danton Gamba - RG: 1.209.340)

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