Além dos métodos hormonais e comportamentais, a contracepção pode ser promovida pelos métodos de barreira: dispositivo intra-uterino (DIU), diafragma e preservativo. De acordo com a ginecologista Carla Lambertini Bonjorno, todos são eficazes contra a gravidez, mas somente os preservativos (masculino e feminino) impedem a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis (DST).
Os métodos de barreira são a forma mais antiga de controle da concepção. Eles atuam impedindo que os espermatozóides caminhem pelo útero e trompas, ou seja, eles barram o encontro dos espermatozóides com o óvulo.
Porém, apenas a camisinha impede o contato das secreções de alguém com o organismo do parceiro. Essas secreções podem carregar uma infinidade de vírus e bactérias causadores de doenças, inclusive a hepatite C e a aids, que não têm cura.
“Para ter efeito preventivo a doenças, o preservativo tem que ser colocado imediatamente antes do contato sexual. Algumas pessoas promovem a penetração sem proteção e só colocam a camisinha antes da ejaculação. Isso não funciona para a prevenção das DSTsâ€, adverte Bonjorno.
Ela afirma que apesar de encobrir o colo do útero e barrar o encontro dos espermatozóides com o óvulo, o diafragma (pouco usado no Brasil) não previne as infecções sexuais, pois ele não impede o contato das secreções com as mucosas.
Como métodos anticoncepcionais, a eficácia dos preservativos depende do uso correto, da qualidade do produto, das condições de armazenamento e da motivação do casal em usá-los em todas as relações. As falhas variam de 3% a 12%.
Na opinião da ginecologista, a escolha de um ou outro método anticoncepcional envolve questões culturais e variam muito de um país para outro. “Enquanto no Brasil, a maioria das pacientes só conhece os preservativos e a pílula, na Europa o diafragma é um dos métodos mais utilizados. No Brasil, tem gente que nem sabe o que é um diafragma e nunca viu umâ€, comenta.
É consenso entre os médicos que, mesmo os casais que fazem uso de outros métodos contraceptivos que não os preservativos devem adotar a camisinha em suas relações sexuais para garantir proteção contra eventuais doenças. A orientação vale, principalmente, para homens e mulheres que trocam de parceiros com freqüência ou que mantêm mais de um parceiro ao mesmo tempo.