Tribuna do Leitor

BEM LONGE OS SINOS TOCAM


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É Natal que vem chegando: festas, férias, viagens, presentes, amigos ocultos e declarados, compromissos sociais, cartões, telefonemas, gestos solidários, tantos e tantos afazeres... e aquele compromisso que temos com nós mesmos, será que, finalmente, iremos cumpri-lo? Ou porque, propositadamente, encontra-se em último lugar em nossa extensa lista natalina, mais uma vez será deixado para depois? Acontecerá, inapelavelmente, no ano vindouro.

Deus é paciente, Ele espera... mas que tal se neste Natal agirmos diversamente, ou seja, iniciarmos a nossa lista pelo último item? Ah! Será que vai dar? Se não for neste ano, infalivelmente, do próximo não passará. Isto, é claro, se Ele nos permitir vivermos até lá. Deus é amoroso, compreensivo, justo, nos conhece a fundo, é nosso Pai... porém, a opção é nossa, a consciência também, a vida é nossa, foi Ele quem nos deu a vida e, conseqüentemente, o livre-arbítrio sobre ela.

Por que deixarmos aquele irmão triste, decepcionado, com aquela atitude impensada que num dia adverso para nós, tivemos a infelicidade de nos deixarmos levar pelo nosso lado mau?

Certamente não viveremos o verdadeiro Natal se, nosso íntimo, estivermos cultivando mágoas, rancores, desejos de vingança. Estes sentimentos são ervas daninhas que se apossam de nós, corroendo, aniquilando o nosso viver, e se tornarão árvores frondosas, se não as arrancarmos definitivamente com suas raízes do nosso coração, onde elas se alojaram e aos poucos vão nos consumindo. Assim como, depois da tempestade virá a bonança, o que nos provoca uma sensação boa de esperança e alegria, estamos cientes, que cada dia que passa, é um dia a menos na nossa vida terrena.

Também é certo, que Deus sempre estará nos concedendo tempo e oportunidades para realizarmos a Sua vontade: sermos portadores de paz. Esta paz tão desejada, tão sonhada, não poderá ser somente cantada em verso e prosa, é preciso ser sentida e vivida em cada coração, sinceramente, só que, para isso, devemos ultrapassar o orgulho, esmagar o egoísmo e entendermos que só teremos paz e felicidade, se proporcionarmos indistintamente, aos nossos irmãos, paz e felicidade.

Nesta mensagem, pedimos aos irmãos que, se em algum momento os magoamos, provocamos lágrimas, se decepcionamos pessoas queridas, que estes irmãos e irmãs nos compreendam e esqueçam nossos ímpetos de orgulho ferido, de amor próprio ofendido e se conscientizem de que somos todos filhos de um mesmo Pai bondoso e compreensivo. Com bastante esforço e coragem, não foi nada fácil conseguimos arrancar do nosso coração, a erva daninha que só nos maltratou e tanto mal nos causou, e você, meu irmão e minha irmã, vai continuar cultivando a sua?

Transferindo o último item da nossa lista para o primeiro lugar, alcançaremos, com certeza, o que Deus quer de nós: que nos amemos uns aos outros, como Ele nos amou. Concluindo, teremos conseguido o essencial para vivermos verdadeiramente, um Natal de amor, alegria e paz. Feliz Natal.... (Rosemira Spínola Mendes - RG: 2.505.974)

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