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São Silvestre pode perder estrelas

Por Da Redação | Com Agência Estado
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São Paulo - Dois dos principais fundistas brasileiros não sabem se poderão voltar ao pódio da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre como fizeram no ano passado. Maria Zeferina Baldaia, campeã em 2001, teve de interromper os treinamentos por causa de uma contusão no joelho, e não se encontra na mesma condição física do ano passado.

Vanderlei Cordeiro de Lima, vencedor da Maratona Internacional de São Paulo e da Volta da Pampulha, este ano, voltou a treinar há duas semanas, após a Maratona de Milão, e ainda fará um teste para saber se vai alinhar, em frente ao Masp, com o pelotão de elite masculino, às 17h. A largada da prova feminina será às 15h15.

“Ele está muito bem. Tem dois treinos fortes nesta semana e se suportar bem correrá normalmente a São Silvestre”, afirma o técnico Ricardo D’Angelo, que orienta o atleta. “Ele já fez o mesmo em 1999, quando disputou a Maratona de Fukuoka, no Japão, e depois disputou normalmente a corrida.”

O paranaense Vanderlei, de 32 anos, - o quinto da São Silvestre no ano passado - é um dos fundistas mais importantes do País na atualidade. Já tem índices garantidos para disputar a maratona nos Jogos Pan-Americanos de São Domingos, República Dominicana, e no Mundial de Atletismo de Paris, em 2003. Vanderlei garantiu o índice fixado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) com o sétimo lugar obtido na corrida de Milão e o tempo de 2h11min26.

Como o Pan e o Mundial serão próximos, Vanderlei terá de optar por uma das provas. “Quero correr o Pan-Americano e defender o título que ganhei em 1999, em Winnipeg, Canadá.” Com o número de bons fundistas africanos que devem competir no Mundial, as melhores chances de Vanderlei estariam mesmo no Pan.

Maria Zeferina Baldaia diz estar pronta para lutar pelo bicampeonato da Corrida Internacional de São Silvestre. Ela definiu a disputa como a grande meta do ano, mas alerta que não está no mesmo nível físico do ano passado em razão do período parado após uma contusão no joelho.

“Vencer a São Silvestre é muito importante. Trata-se de uma prova forte e que te dá prestígio e, por isso, acaba atraindo tanta gente. Meu objetivo este ano é vencer a prova e vou lutar muito para tornar isso uma realidade”, destaca a atleta. Mesmo com tanta determinação, ela não esconde sua atual condição física.

“Eu tive de parar quatro meses para tratar uma contusão no o joelho esquerdo. Voltei na Pampulha e consegui um segundo lugar, mas ainda não estou no meu melhor. Conseguir um lugar no pódio vai ser muito bom”, completou.

O grande teste de Maria Zeferina será neste sábado, em Brodowski, Interior de São Paulo, em uma corrida de 10 quilômetros e que reunirá outros destaques do esporte. “Vai ser um teste muito bom, pois outras atletas que vão estar na São Silvestre também estarão correndo. Vou poder fazer uma avaliação melhor nesta fase final de preparação”, explica.

Com um título da São Silvestre no currículo, a atleta sabe que precisa dar uma passo adiante. “Essa prova abre as portas para todos os seus vencedores e isso aconteceu comigo e com outros. Agora, vencer tem um sentido diferente, pois vai me dar mais ânimo para buscar o índice para os Jogos Pan-americanos e Olímpicos na maratona. Essa será minha grande meta a partir de janeiro”, encerra Maria Zeferina Baldaia, que este venceu a Maratona .

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