Esta semana, passando por ruas da cidade, em pontos distintos, vi mais duas árvores sendo cortadas, retiradas da calçada por determinação do dono da casa. A impressão que temos é que quanto mais elevada a temperatura e mais quente o sol, mais as pessoas cortam as árvores em nossa cidade. É uma cena triste ver uma bela e acolhedora árvore ser cortada num dia tão quente, tão abafado, em que todos procuram por um abrigo para se proteger do sol. Ao contrário do que acontece em sociedades mais desenvolvidas, aqui em Bauru é muito fácil conseguir autorização para pôr abaixo uma árvore ou deixá-la só com o tronco. Isso deixa a cidade triste, feia... Talvez seja necessário um programa de conscientização, explicar à dona Maria ou ao seu João o que representa uma árvore; fazer com que as pessoas entendam que elas não têm o direito de cortar a árvore que há em frente a sua casa simplesmente porque o vizinho - ou uma outra pessoa que trabalhe ou freqüente um bar nas proximidades - aproveita a sombra e estaciona o seu carro ali primeiro. Plantar uma árvore é um ato digno de elogio, um bem que as pessoas fazem para o planeta; mas a árvore - não importa quem a tenha plantado, ou na frente de que casa ela esteja - pertence a quem tem a propriedade do solo onde ela foi plantada. Em outras palavras, as árvores que se encontram na calçada pertencem ao município, à comunidade, à população. Ninguém tem o direito de cortá-las deliberadamente - ainda que seja fácil uma autorização para fazer isso. A árvore é um ser vivo, que convive conosco e embeleza nosso dia-a-dia, merece nosso carinho, nosso respeito, não é mesmo? Ainda quando de fato exista um motivo mais apreciável, será que não há alternativas para se superar o problema e salvar uma árvore? (Mauro Cesar Pereira - RG 13.913.866-3)
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