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Não é proibido clonar Deus


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Nesta virada do ano, pela primeira vez chego aos leitores, não através de uma entrevista ou reportagem sobre genética ou assuntos da ciência, este é um texto preparado especialmente para o fim de ano, e como não poderia ser diferente, quero escrever sobre um assunto que está na mídia, a clonagem. Não quero discursar sobre uma clonagem qualquer, clonar o homem já estão tentando, apesar de ser proibido... Assim, pensando durante a madrugada, lembrei ter lido que Albert Einsten disse: “Quero conhecer os pensamentos de Deus... O resto é detalhe”. Então pensei, por que não? É isso que direi e que escreverei, em minha vida, em minha ciência: “Quero apenas clonar Deus... O resto é detalhe”. Para clonar algo deve-se conhecer da anatomia, fisiologia, embriologia etc. No entanto, a Bíblia diz que nunca ninguém viu a Deus. Então, como fazer um clone do Criador de todas as Coisas?

Nós mesmos não seríamos um clone de Deus? Pois disse Deus: “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”; agora, deparo como uma pergunta que me acompanha há muito tempo. O que significa esta imagem e semelhança? Pelo o que sabemos Deus não tem forma e não tem corpo. Deus nunca teve começo e nunca terá fim. Ele é o alpha e o ômega, isto é, o princípio e o fim de todas as coisas. Esta imagem e semelhança não poderia ser o nosso próprio DNA? Tudo que somos está previamente codificado nesta molécula, simples e complexa ao mesmo tempo. Ela é o código da vida!!!

Mas, o que é vida? O que é alma? O que é morte? São segredos e mistérios?! Estamos sempre em busca de algo e nesse algo está implícito que buscamos a verdade. Mas, o que é a verdade? Deus filho, cuja forma conhecemos, é nascido da mulher, e que também é mistério, pois não houve fecundação. É de se esperar que só teve DNA de humano, o DNA de Maria - por acaso Cristo seria um clone?

Este Deus/Homem disse: “Conhecei a verdade e a verdade vos libertará.” Ele nos mostra quem é Deus ao dizer: “Amai-vos uns aos outros; ame ao próximo como a ti mesmo.” A condição para amar o próximo é amar primeiro a nós mesmos, e só podemos fazer isto quando amamos a vida e a Deus. Pois bem, a primeira condição para clonar é saber o que vamos clonar. Para clonar a Deus, é preciso saber quem é Deus. E é a Bíblia, livro sagrado do povo cristão, quem nos dá esta resposta: Deus é amor.

Bem agora já que sabemos definir quem é Deus, precisamos decifrar o que é amor. E o que é? Qual a sua importância? Seu real significado? Sua densidade altruísta, capaz em muitos instantes de reger a natureza da raça humana? Talvez, o amor jamais chegue a alcançar a simplicidade de uma definição única e concreta. Já o apóstolo Paulo narrava a respeito dos aspectos e da importância deste sentimento em I Coríntios 13.

“Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, serei como o bronze que soa, ou como címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça os mistérios de toda a ciência ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei...” O amor é como o seu mistério: jamais acaba... Mas, havendo profecias, estas desaparecerão, havendo línguas cessarão, havendo ciência passará porque em parte conhecemos, em parte profetizamos.

Agora, pois, permaneçam a fé, a esperança e o amor, esses três, mas o maior destes é o amor. “O amor é o segredo da vida.” ( H. Drumond - o Dom Supremo). Em sua obra, Henry Drumond diz que após comparar o amor com tudo que já vimos, o apóstolo Paulo nos mostra o arco-íris do amor, como um prisma em nove elementos ou ingredientes, que são virtudes das quais ouvimos falar todos os dias, e que podemos praticá-las em todos os momentos de nossas vidas: Paciência: “o amor é paciente - comportamento normal do amor”; Bondade, “é benigno - é o amor efetivo”; Generosidade, “O amor não arde em ciúmes”; Humildade, “não se ufana nem se o ensoberbece”; Delicadeza, “O amor não se conduz inconvenientemente - é o amor quem se manifesta nas pequenas e primordiais atitudes”; Entrega, “Não procura seus interesses”; Tolerância, “Isto é, o amor não se exaspera - não atira a primeira pedra”; Inocência, “não se recente do mal, a inocência protege”; Sinceridade, “não se alegra com a injustiça, mas, regozija-se com a verdade”. Esses nove ingredientes compõem o Dom Supremo, constituindo o Bem Supremo que deve fazer parte da alma do homem que quer estar presente no mundo e próximo a Deus.

Como vimos, tudo passa, tudo passará, apenas o amor permanecerá, assim o Amor é eterno porque Deus é amor. Agora sabemos que é permitido e é possível clonar Deus: uma experiência capaz de ser realizada apenas em um único laboratório: o seu coração. (O autor, Esiquiel de Miranda, é geneticista)

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