Quem abriu o JC no primeiro dia deste novo ano de 2003, página 2, nesta coluna A Tribuna do Leitor, teve motivo para começar com o pé esquerdo esta nova etapa. Foi persuadido com uma overdose de pessimismo pelo leitor Rinaldo Duarte (RG. 16.160.074-8) que, apresentando realidades às avessas, exceções como regras, tentou passar uma situação atual muito ruim de Bauru para os bauruenses com a sua carta “Que triste balançoâ€. Mas é claro que os leitores desta coluna, na maioria pessoas muito inteligentes, não se deixarão levar por discurso tão negativo e eivado de inverdades e preferem se escudar em dados reais, efetivos, que se podem conferir. Rinaldo diz que a Prefeitura gastou mais de R$ 7 milhões no asfalto e que os buracos estão de volta. Ora, uma certa quantidade de buracos, canos d’água que estouram etc. já estavam previstos como exceção. A regra é que temos aí ruas inteiras recapeadas e pelas quais os motoristas trafegam tranqüilamente, como Campos Sales, Andradas, Antônio Alves, Silva Jardim, Alves Seabra, Saint Martin, Marcondes Salgado, Presidente Kennedy e avenidas como Castelo Branco, Elias Miguel Maluf, Nações Unidas, parte da Rodrigues Alves e centenas de outras. Rua que foi aberta como nova porta de entrada da cidade, com asfalto novo, como a Marçal de Arruda Campos. O leitor tem ido constatar isso? A prioridade da atual Administração é com o problema social. O que impede novas contratações em creches e escolas novas não é a falta de dinheiro, mas sim o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal por parte de nossos administradores. Quanto às taxas, vale lembrar o caso do IPTU: se o leitor se der ao trabalho de verificar verá que está pagando menos do que há quatro anos, pois algumas tarifas extintas não foram incorporadas. Não há, como diz Rinaldo Duarte, ataques aos nossos bolsos por parte do prefeito. O governo municipal respeita, sim, o bolso do contribuinte e o que recolhe da população é empregado ou investido da maneira mais racional possível. Nessa área, se melhor não foi feito isto se deve a alguns maus políticos que trabalham contra o nosso crescimento.
Já quanto ao desenvolvimento econômico e implantação de novas empresas, o missivista confunde tudo, faz uma verdadeira salada. Ele não admite que vibremos, comemoremos com os investimentos privados. Ora, qual empresário de fora irá investir seus preciosos recursos num município que não tenha as condições ideais para se iniciar um empreendimento? Quem jogará semente em terra árida, estéril? Se escolhem Bauru é porque optam pela nossa localização, facilidade de acesso, pelas estradas, escolas, universidades, pela nossa água, pelo nosso povo ordeiro e trabalhador, pelas facilidades que o município proporciona aos investidores. Miséria atrai miséria e progresso atrai progresso. Aqui trabalhamos pela segunda alternativa. Sobre o Grupo Takano, Rinaldo deve ter visto uma reportagem tendenciosa, que distorceu a realidade. Ora, logo que a Prefeitura concluiu a doação da área, a notícia já mostrou o terreno ainda desocupado. É bom lembrar que existem prazos legais para a construção e uma grande sede, uma indústria não caem do céu da noite para o dia. Já o Grupo Savoy teve por parte da Prefeitura cumpridos todos os itens que dependem do Poder Público. Mas o Bauru Shopping Center tem 110 proprietários e é preciso obter a assinatura de cada um deles. Para o novo Aeroporto Internacional já temos consultas da Lufthansa e da Varig para instalação. Rinaldo, seja mais otimista: Bauru vai bem nos índices da ONU, do IBGE, da Fundação Seade e outros. Os sucessivos prêmios para a Administração provam isso. Nos estudos da ONU, a posição de nosso Município foi de 48.º lugar no Estado. Bem acima da própria Capital, que ficou em 61.º lugar na grade. (Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru)