Bairros

Pq. das Nações quer acabar com poluição

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Quando se fala em zona sul, muita gente imagina bairros nobres, sem nenhum tipo de problema de infra-estrutura e com um padrão de vida elevado. Essa premissa pode até ser verdadeira, mas existem exceções.

Na zona sul de Bauru, por exemplo, há bairros sem nenhum tipo de equipamento público e com esgoto correndo a céu aberto. É o caso do Parque das Nações.

Localizado no final do Jardim América, a área abriga uma das poucas favelas existentes na cidade e é cortado pelo córrego Água da Ressaca, um dos afluentes que dá origem ao Rio Bauru.

A presidente da Associação de Moradores do bairro, Maria Sebastiana Colacino Moreira, destaca que uma das maiores expectativas da população do local para 2003 é a canalização do córrego, que naquela altura se transforma em esgoto a céu aberto. “Ninguém agüenta o cheiro exalado por essa água podre”, diz.

Ela lembra que, na época de chuvas, o córrego extrapola as margens e invade os barracos erguidos na sua beirada. “Todo ano, os moradores da favela têm de sair correndo de casa”, afirma.

Maria Sebastiana salienta que os moradores já estão cansados de cobrar soluções, mas que nada é feito para resolver os problemas do bairro. “Ninguém faz nada. Entra ano e sai ano e a gente fica na expectativa de melhorias”, destaca.

De acordo com ela, a falta de asfalto é outro fantasma que assombra os moradores. “Faz dez anos que a gente cobra a pavimentação, mas até hoje nada aconteceu”, salienta.

Ela diz que na seca as casas ficam repletas de poeira, o que traz problemas respiratórios à população. Quando chove, a terra abaixa, mas a lama impede a circulação. â€œÉ uma grande dificuldade para todos nós”, frisa.

Maria Sebastiana ressalta que o Parque das Nações não tem escola, creche, posto de saúde e nem escola de ensino médio. “Tudo a gente busca nos bairros vizinhos”, ressalta.

Ela espera que neste ano a prefeitura dê uma solução, pelo menos, para os problemas causados pelo córrego. â€œÉ necessário cuidar urgente desse rio, que traz doenças e inundações para os moradores da sua margem e do bairro em geral”, enfatiza.

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