Saúde

Filosofia inclui alimentação

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

De acordo com o professor Fernando Lima, praticantes de yoga também defendem uma alimentação naturalista, rica em vegetais, ervas e frutas e pobre em produtos industrializados. Lima salienta que o ditado “Somos o que comemos” deveria ser levado a sério pela maioria das pessoas, no entanto, só se deixa de comer algo prejudicial depois que uma doença se instala.

Ele observa que, do ponto de vista holístico, tudo o que é absorvido pelo ser humano passa a fazer parte daquele indivíduo e por ele será devolvido ao mundo. “Dieta não é para se ficar mais magro, mas sim para ficar mais leve”, defende.

Lima cita algumas dietas que visam ao equilíbrio energético, como a macrobiótica, a vegetariana, a crudívora, a frugívora, mas destaca que o que importa é buscar os alimentos na natureza.

Segundo o professor, as sementes, por exemplo, são o ponto final e inicial do ciclo vital de qualquer planta. Por isso ficam tão bem guardadas. Por serem capazes de gerar a vida, têm potencial nutricional e energético altíssimo.

As raízes também são importantes aliadas da saúde, tanto que antes de serem usadas na culinária, já eram usadas como remédio. Os caules (talos), muitas vezes desprezados, podem compor inúmeros pratos, sempre recheados de nutrientes e fibras.

As folhas são citadas por Lima como usinas de energia, pois sintetizam alimento a partir do sol e produzem, como resultado, oxigênio. Usadas rotineiramente nas refeições são preventivas de várias doenças, principalmente o câncer.

As ervas, usadas há milênios como remédio, também são excelentes na cozinha, dando sabor especial aos alimentos. São alternativas excelentes para quem quer reduzir o sal e o açúcar dos pratos e tem medo de que o alimento fique “sem graça”. Cravos, gengibre, canela, erva-doce, cominho e todas as outras ervas conferem tempero sem maltratar o organismo.

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Observações

• O ambiente para a prática do yoga deve ser tranqüilo, acompanhado de música leve e incensos naturais

• A dor é o limite: gestos e movimentos devem ser confortáveis e manter a coluna ereta

• Durante todo o tempo, deve-se inspirar imaginando a chegada de oxigênio a cada parte do corpo e expirar lentamente para eliminar todas as impurezas

• O pensamento deve estar voltado exclusivamente para si e para o que acontece com seu organismo

• Pode-se visualizar o próprio corpo envolto numa luz azul, que tem efeito calmante

• Pode-se meditar usando mantras - sons vocalizados ritmicamente com intuito relaxante. A sílaba “OM” é a mais usada

• Mulheres grávidas devem evitar o yoga nos primeiros três meses de gestação. A partir do quarto mês, porém, os exercícios só contribuem para um parto mais fácil e tranqüilo

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