A ponte Ayrton Senna, que liga a região do Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1, sobre o rio Bauru, está interditada por tempo indeterminado a partir de hoje. Um dos oito blocos de fundação que sustentam a ponte apresenta rachaduras.
As últimas medições feitas no bloco de fundação mostraram que estão ocorrendo alterações milimétricas no desnível, o que revela que as fissuras não estão estabilizadas, explica o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte.
“Decidimos pela interdição por medida de segurança, até a recuperação da estruturaâ€, diz. As rachaduras, de acordo com ele, têm entre três e quatro centímetros de largura, o que é considerado grave numa estrutura como a ponte.
Por causa das fissuras, desde o final de novembro estava proibida a passagem de veículos com mais de dez toneladas sobre a ponte. Foram colocadas placas indicativas do peso máximo permitido de ambos os lados da ponte, porém não havia como impedir que caminhões carregados passassem pela estrutura.
Hoje pela manhã serão colocados montes de terra de ambos os lados da ponte, o que realmente impedirá a travessia de veículos, de acordo com Duarte. “Não haverá como passar. Vamos também sinalizar o localâ€, afirma.
Sem a ponte, que encurtava em vários quilômetros o trajeto entre o Mary Dota e o Distrito Industrial, a alternativa de ligação entre as duas regiões volta a ser a avenida Rodrigues Alves. Quem estiver na região do Mary Dota e quiser ir para a região do Distrito Industrial ou Jardim Redentor terá que passar pela rotatória do Mary Dota, trevo da Vila Santa Luzia para chegar à avenida Rodrigues Alves, orienta Duarte.
O trajeto em sentido inverso deverá ser feito por quem estiver na região do Distrito Industrial e quiser chegar ao Núcleo Mary Dota. A decisão de interditar a ponte foi tomada ontem à tarde, após a Secretaria de Obras receber o parecer do engenheiro José Henrique Albieiro, de Araraquara, especialista na área de fundações.
No parecer, ele afirma que as rachaduras não estão estabilizadas e que a ponte deve ser interditada imediatamente. A ponte Ayrton Senna, que vinha sendo reivindicada há anos, foi entregue no final de setembro de 2000 e custou cerca de R$ 250 mil.
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Recuperação poderá custar até R$ 200 mil
O secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, afirma que ainda hoje entrará em contato com três escritórios de engenharia para encomendar propostas de elaboração do projeto de recuperação da ponte Ayrton Senna. Antes do projeto pronto, não há como precisar valores, mas a recuperação poderá chegar a R$ 200 mil, acredita ele.
Segundo Duarte, a causa das rachaduras em um dos blocos de fundação ainda é desconhecida. “Antes de um estudo completo não posso especular sobre o que causou as fissuras, se é ou não problema de construção. Por isso ajuizamos uma ação na Justiça pedindo uma perícia para antecipação de provasâ€, frisa.
Caso a perícia conclua que houve erro na construção, a prefeitura cobrará o valor gasto na recuperação da ponte da construtora responsável pela obra. “O Código Civil dá cinco anos de garantia para grandes obras, como é o caso dessa ponteâ€, ressalta Duarte.
Porém, a perícia judicial técnica pode demorar. Por isso, a Secretaria de Obras está estudando a possibilidade de construir uma ponte de madeira ao lado da interditada. â€œÉ uma possibilidade, mas temos alguns problemas. Para fazer um aterro bem feito, como o local exige, vamos demorar seis meses. Se não fizermos o aterro, a ponte pode ser levada pelo rio na primeira enchenteâ€, diz.