Tribuna do Leitor

"Justo e a justiça"


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Após ler a inflamável defesa da digníssima sra. secretária do Planejamento de Bauru, na carta intitulada “Justo não fez justiça”, publicada na Tribuna do Leitor no dia 7/1/2003, não poderia deixar de opinar sobre o assunto.

Longe de questionar o sentido social da referida questão em discussão, o que chama atenção é algo mais preocupante e um pouco mais abaixo.

Segundo a sra. secretária, foram dois anos de exaustivas discussões com participações de representantes de diversas secretarias, órgãos municipais e representantes de classes.

Acredito que esqueceram de convocar o setor jurídico nessas reuniões, pois concederam alvará para que permissionários de atividades ambulantes (me lembra José Simão), “camelô”, pudessem vender com autorização do executivo e do legislativo, produtos piratas como: Cd’s, cigarros, perfumes, relógios, etc, e produtos contrabandeados do Paraguai, com devida autorização fixada e exibida na forma de alvará concedida por essa secretaria.

Agora só falta alvará da Receita Federal, do Judiciário e do Ministério Público.

É tanta impunidade que já pensam em planejar um “Camelódromo Municipal”. Aproveito para deixar aqui minha sugestão para o nome do camelódromo: “Praça de Permissionários de Atividades de Ambulante: Cidade Del Leste”.

Quanto à minoria sobrevivente da incompetência administrativa com seus cocos verdes, caldo de cana, artesanatos..., estes sim merecem todos nossos respeitos, dignidade como cidadãos, acima de tudo amparados pelo alvará da Constituição. (Luiz Francisco de Paiva Martins - RG 11.760.640)

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