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Grupo embarca para Fórum Social

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 100 pessoas de Bauru deverão participar do Fórum Social Mundial, que estará sendo realizado de 23 a 28 deste mês, em Porto Alegre. Diversos segmentos da sociedade se misturam nessa viagem, que tem como objetivo enriquecer os conhecimentos dos participantes.

Um dos ônibus saiu ontem de manhã de Bauru com destino ao Rio Grande do Sul. Ele leva estudantes e professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Além do Fórum Social Mundial, eles irão participar do 2.º Fórum Mundial da Educação, evento paralelo que acontece entre hoje e quarta-feira. “Nós estamos levando 17 trabalhos para apresentar”, diz a professora Mara Simão, subcoordenadora do Núcleo de Ensino do Campus de Bauru da Unesp.

Além dela, seguiram para o Sul os professores Fábio Negrão, Jane Brito de Jesus e Nilma Renildes da Silva. O objetivo, segundo Mara, é discutir a educação pública no País, tendo como base as experiências de outras entidades que estarão participando do Fórum.

Com relação ao Fórum Mundial Social, ela salienta que o evento é muito importante para os alunos, entre eles futuros educadores e jornalistas, ou seja, formadores de opinião. “Eles vão ter contato com discussões de assuntos mundiais, que afetam todo o planeta”, destaca.

Para Aléssio Esteves, aluno do quarto ano do curso de jornalismo da Unesp e membro do Diretório Acadêmico Di Cavalcanti (Dadica), que está indo pela primeira vez ao Fórum Social, a expectativa é grande quanto ao aprendizado. “Nós teremos contato com diversas filosofias da linha de esquerda e isso enriquece os nossos conhecimentos”, frisa.

Ele diz que as pessoas que acreditam que o evento não traz nenhum resultado concreto para a sociedade estão enganadas. â€œÉ importante debater assuntos de interesse mundial, como a Alca, por exemplo, e criar subsídios para questionar esse modelo capitalista que está aí”, ressalta.

Esteves lembra que os alunos terão contato com muitos líderes estudantis e poderão ter uma noção de como anda a educação em outros Estados brasileiros. “Os universitários têm de participar, é uma maneira de interagir com a sociedade”, frisa.

Mara Simão esclarece que a Unesp está bancando a viagem dos alunos para o Fórum, mas que as despesas de estadia foram reduzidas ao mínimo possível. “Os alunos vão ficar no Acampamento Internacional da Juventude e os professores, em alojamentos”, afirma.

Alca

O outro grupo de Bauru que deverá marcar presença no Fórum Social Mundial é bem diversificado. Um ônibus deverá partir nessa quarta-feira de manhã, da Praça do Líbano, levando militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), representantes de entidades ambientalistas e representantes de associação de moradores da cidade.

Eles vão participar de diversas oficinas no evento e pretendem voltar enriquecidos de novas idéias. “Nós pretendemos nos reunir, quando voltarmos de Porto Alegre, para apresentar quais as propostas mais importantes discutidas no Fórum”, diz Ivy Wiens, conselheira do Instituto Ambiental Vidágua.

Já para os integrantes do PSTU, o Fórum tem um forte cunho político. Eles dizem que é uma oportunidade de levantar questionamentos sobre o neoliberalismo e o modelo capitalista atual. “Nós vamos falar sobre a conjuntura nacional e latinoamericana”, explica Eliane de Sousa Koti, diretora regional do PSTU e do Sindicato dos Servidores Municipal (SinSerm).

Entre os temas destacados por Eliane estão a hegemonia econômica e política dos Estados Unidos, a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e a implementação de um plebiscito oficial sobre este último assunto. “Queremos que a população tenha voz ativa nessa discussão”, diz.

Também será discutido o projeto Fome Zero, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como sua principal bandeira nesse início de governo. “Queremos saber até que ponto isso vai funcionar mesmo”, enfatiza Eliane.

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