“Hoje tem marmelada? Hoje tem goiabada? Tem, sim senhor! E o palhaço, o que é? É ladrão de mulher!â€
Uma “Casa de Espetáculos†chegou àquela cidade. Lá, já havia uma “Casa de Leisâ€. A “Casa de Espetáculos†queria trabalhar, mostrar alegria, divertir sem enganar, exibindo animais exóticos e sorridentes palhaços para toda população! A “Casa de Leis†não deixou. A “Casa de Espetáculos†era transparente, sem segundas intenções, queria apenas alegrar os munícipes, não enganá-los. Todos os membros da “Casa de Espetáculos†eram honestos e sinceros.
Trabalhavam para alegrar a população, que os pagava para tanto. Já a “Casa de Leis†era obscura e improdutiva. Não tinha ela como preocupação maior de seus “nobres membros†o bem-estar da população que, infelizmente, também os pagava para tanto. Ao contrário, alguns membros “menos ruins†da malfadada “Casa de Leis†viviam perdendo o precioso tempo de seus mandatos, limpando a imundície inominável que conspurcava o “picadeiro centralâ€, onde alguns “artistas†exibiam seus dotes de safadeza e deslealdade. A população, pobre coitada, sempre na “corda bambaâ€, pagando o ingresso para ver uma criminosa “palhaçadaâ€! Sem que quiséssemos, o circo foi embora, mas, infelizmente, o outro ficou... que pena! (Fernando Lucilha Júnior - RG. 5.023.414)