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Ouvir histórias também é terapia

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Receber pessoas em seu próprio bar, ouvir histórias, fazer amigos e oferecer conselhos, além de cervejas e doses, também é terapia para muitos proprietários de boteco.

“Eu trabalho de segunda a segunda, não tenho dia de folga, me sinto bem, faço o que eu gosto. Eu sou superfeliz no que eu faço”, diz Paulo Roberto da Cruz, o Tobias, do Pé-de-Varsa.

“Bar é uma terapia”, confirma Vagner José Dalalio, do General’s Bar. Se eu soubesse que era bom assim, eu compraria um bar desde que eu nasci”, diz.

Vagner conta que a convivência com os clientes e com diversos tipos de pessoas é um aprendizado diário.

“Eu adoro o ambiente, adoro meus clientes, respeito todos. Tenho até ciúme de outra pessoa atender meu cliente porque eu sei do que ele gosta, como ele gosta de ser chamado”, salienta.

Francisco Milano, dono do Milano Bar, diz que não trocaria sua profissão por outra. “Para mim é uma terapia”, reforça.

No Bar e Mercearia do Canella não é diferente. O proprietário, Wilson Canela, 65 anos, trabalha todos os dias porque adora o que faz.

“Eu adoro isso aqui. Eu nem fecho. Trabalho sábado, domingo, Dia de Natal, Dia de Ano, Sexta-feira Santa. Eu me sinto bem e gosto de dar cobertura para o pessoal”, enfatiza.

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