Receber pessoas em seu próprio bar, ouvir histórias, fazer amigos e oferecer conselhos, além de cervejas e doses, também é terapia para muitos proprietários de boteco.
“Eu trabalho de segunda a segunda, não tenho dia de folga, me sinto bem, faço o que eu gosto. Eu sou superfeliz no que eu façoâ€, diz Paulo Roberto da Cruz, o Tobias, do Pé-de-Varsa.
“Bar é uma terapiaâ€, confirma Vagner José Dalalio, do General’s Bar. Se eu soubesse que era bom assim, eu compraria um bar desde que eu nasciâ€, diz.
Vagner conta que a convivência com os clientes e com diversos tipos de pessoas é um aprendizado diário.
“Eu adoro o ambiente, adoro meus clientes, respeito todos. Tenho até ciúme de outra pessoa atender meu cliente porque eu sei do que ele gosta, como ele gosta de ser chamadoâ€, salienta.
Francisco Milano, dono do Milano Bar, diz que não trocaria sua profissão por outra. “Para mim é uma terapiaâ€, reforça.
No Bar e Mercearia do Canella não é diferente. O proprietário, Wilson Canela, 65 anos, trabalha todos os dias porque adora o que faz.
“Eu adoro isso aqui. Eu nem fecho. Trabalho sábado, domingo, Dia de Natal, Dia de Ano, Sexta-feira Santa. Eu me sinto bem e gosto de dar cobertura para o pessoalâ€, enfatiza.