Bairros

Obras lista trabalho em dez trechos

Rose Araujo
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De acordo com o secretário municipal de Obras, Antônio Carlos Duarte, a prefeitura está com frentes de trabalho em dez erosões, das cerca de 40 existentes na cidade. Segundo ele, pelo menos duas já foram concluídas e as demais deverão avançar ao longo deste ano. “A nossa política é atacar onde o problema é maior, ou seja, em áreas de risco para moradores e para quem transita pelo local”, destaca.

Até o final do ano passado, a administração municipal havia gasto cerca de R$ 5 milhões para fazer 20 obras de combate aos principais problemas da cidade. A maioria deles estava relacionada à erosão.

A estratégia de combate a esse mal, segundo explica Duarte, envolve não só o aterramento do buraco, como a instalação de galerias de águas pluviais e o disciplinamento do escoamento das chuvas. “Temos que fazer um trabalho completo. Do contrário, estaremos apenas dando uma solução paliativa ao problema”, explica.

Para ele, a pior erosão de Bauru, no momento, é a do Jardim Jussara. “Ela tem sido a pior quanto à progressão do buraco e a disciplina das cheias”, avalia.

Duarte salienta que a vertente do córrego Água do Sobrado (na qual ocorreu a erosão) do lado do Jardim Jussara já foi controlada. “Fizemos quatro trechos de galeria naquela região, principalmente na rua Bernardino de Campos, para que não ocorram novos deslizamentos de terra”, destaca.

Ele afirma que, há cerca de uma semana, deu início às obras na Vila Ipiranga, que também é responsável pela erosão do Jardim Jussara. “O projeto vai ser concluído quando terminarmos a barragem no prolongamento da rua Noracilde de Lima, que vai controlar a vazão da água”, explica.

Uma erosão pouco conhecida na cidade e que está sendo combatida pela prefeitura, segundo Duarte, é a que está localizada na Vila Aviação. “Todo o mundo passa a dez metros dela e não percebe, mas essa erosão já tem cerca de 12 metros de profundidade.”

De acordo com o secretário, foi feito um dissipador de energia em um trecho do bairro, para evitar que a água chegue com grande velocidade até a erosão. Outra parte da obra estaria na fase de assinatura de contrato com a empresa encarregada pelo serviço de instalação de galerias de águas pluviais.

Duarte afirma que uma erosão que está prestes a ser controlada pela prefeitura é a localizada na quadra 4 da rua Natal Fornazari, no bairro Ferradura Mirim. “Nós já construímos o pior trecho, que é o pedaço que vai até o córrego Vargem Limpa”, explica.

Pavimentação

De acordo com o geólogo Nariaqui Cavaguti, resolver o problema das erosões não é uma tarefa fácil. Ele explica que muita gente pensa que apenas aterrar o buraco solucionaria o caso. “Tem que fazer uma obra bem feita, para que a erosão não apareça de novo”, explica.

Disciplinar o curso da água, fazendo com que ela escorra por canos apropriados para o seu escoamento, é uma das principais etapas do processo. Em seguida, é preciso conduzir essa água de maneira correta até o córrego, para que ela não chegue de forma violenta e com muita velocidade ao leito. “Tudo isso custa muito caro e não se pode fazer um serviço pela metade, senão a erosão volta”, avalia.

A última etapa do processo seria tapar a erosão. Para isso, a prefeitura atualmente está usando entulho em alguns lugares, embora essa solução receba algumas críticas. “Em alguns casos, esse material tem sido eficaz. E, além do mais, ele chega de graça para a prefeitura”, conta o secretário de Obras.

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