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Bispo de Bauru e arcepisbo de Botucatu visitam o papa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O bispo diocesano de Bauru, dom Luiz Antonio Guedes, e o arcebispo de Botucatu, dom Aloysio José Leal Penna, estiveram reunidos com o papa João Paulo II neste mês, em Roma, durante a visita Ad Limina (expressão em latim que significa a visita dos apóstolos). O encontro é realizado por todos os bispos a cada cinco anos.

O sumo pontífice solicitou aos bispos que invistam na formação dos católicos, para que os fiéis tornem-se mais atuantes, conta dom Aloysio, que já retornou de Roma. “Ele (o papa) sabe que a maioria da população do Brasil é católica, mas que a maior parte não é atuante. São católicos apenas de tradição”, diz.

Para tentar fazer dos católicos de nome católicos de fato, o papa quer que a Igreja utilize novos recursos, incluindo a informática. “Ele pediu para investirmos na formação do católico, com mais atividades que os levem para a Igreja, não no sentido de trabalho de instituição, mas sim de fazer uma sociedade mais justa e fraterna”, explica dom Aloysio.

A visita dos bispos da região Sul, na qual o Estado de São Paulo está inserida, ao papa encerrou-se no último dia 25. Mas dom Luiz Guedes permanece na Itália fazendo um curso de aperfeiçoamento do idioma italiano, de acordo com a assessoria de imprensa da Diocese de Bauru. A previsão é que ele chegue a Bauru no próximo dia 16.

Dom Aloysio, que antes de ser elevado a arcebispo de Botucatu atuava na Diocese de Bauru, conta que o papa João Paulo II mostrou-se bastante interessado pelo programa Fome Zero. “Ele estava curioso em saber como tinham sido os primeiros dias do novo governo. Ele tem muita esperança no País”, afirma.

A fome e a possibilidade de guerra entre Iraque e Estados Unidos são as duas principais preocupações do papa, de acordo com dom Aloysio. Durante a visita Ad Limina, os bispos têm quatro contatos com o papa, sendo uma audiência particular de cerca de dez a 15 minutos, de acordo com dom Aloysio. “São momentos de muita emoção, principalmente a audiência individual”, revela.

Dom Aloysio diz que o papa está perfeitamente lúcido e melhor de saúde. “Ele acompanha tudo, quer saber de tudo. Está sim com a aparência fragilizada, arqueado em função dos problemas de coluna. Mas o mal de Parkinson regrediu”, frisa.

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