Bairros

Tecnologia aumenta vida útil do aterro

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

A vida útil do aterro sanitário de Bauru, que pelo terceiro ano consecutivo recebeu da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) nota 9,8, numa escala de 0 a 10, está sendo prolongada graças às novas tecnologias disponíveis para compactação do lixo e drenagem do chorume (líquido resultante da decomposição do lixo).

A afirmação é da gerente de Limpeza Pública da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Roberta Oliveira Lança. Ela conta que, em função da preocupação com poluição ambiental, têm surgido novas tecnologias para tratamento do lixo.

“A cada dia surge tecnologia nova para tratar os resíduos. Participamos de congressos para acompanhar essa evolução. Com isso, é possível prolongar a vida útil do aterro”, diz ela. Além de técnicas para tratar o lixo dentro do aterro, Roberta conta que monitoramentos como o que a Universidade Estadual Paulista (Unesp) está realizando são importantes.

O monitoramento consiste na análise do solo debaixo das várias camadas de lixo em nove pontos do aterro, através de equipamentos especiais. “Esse monitoramento é importante para sabermos se o aterro está ou não causando poluição, se há ou não risco de contaminação do lençol freático. Os resultados, até agora, têm sido bons porque não demonstraram contaminação”, conta.

O aterro sanitário de Bauru, localizado ao lado das penitenciárias 1 e 2, foi construído no início da década de 90. Estimativas feitas no passado apontavam que o aterro estaria lotado em cerca de 20 anos, portanto estaria próximo de chegar ao seu limite.

Porém, Roberta explica que não há prazo definido para a vida últil de um aterro. “Depende do tratamento do lixo. Se usarmos tecnologias mais avançadas, como estamos fazendo, a vida útil pode ser prolongada”, diz.

Para o aterro sanitário é enviado todo o lixo domiciliar e hospitalar coletado pela Emdurb, aproximadamente 220 toneladas por dia. A Emdurb, lembra Roberta, faz a coleta domiciliar em toda a cidade - todos os dias na área central e três vezes por semana nos bairros.

Ela prefere não arriscar por quanto tempo o aterro de Bauru ainda poderá ser usado. “Ainda temos uma boa vida útil. Mas já estamos pensando no próximo aterro sanitário, que poderá ser a ampliação deste ou a construção de um novo, em outro local”, frisa.

Apesar de toda a cidade contar com o serviço de coleta de lixo, parte dos detritos são jogados em terrenos baldios, nas ruas e nas margens de rios. Roberta ressalta que não há estimativa, mas acredita que menos de 5% do lixo produzido é jogado em locais inadequados.

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Cetesb dá nota alta pelo terceiro ano consecutivo

O aterro sanitário de Bauru recebeu nota 9,8, numa escala de 0 a 10, no inventário estadual de resíduos sólidos domiciliares, divulgado esta semana pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb). A mesma nota foi dada em 2000 e 2001.

A pesquisa visa o controle da poluição ambiental e vem sendo realizada em todo o Estado de São Paulo desde 1997.

Pela metodologia adotada pela Cetesb, índices de qualidade de aterro de resíduos entre 0 e 6 correspondem a condições inadequadas. De 6 a 8, condições controladas, e de 8 a 10, condições adequadas.

De acordo com Rogério Chini, gerente da agência Bauru da Cetesb, a nota está entre as mais altas do Estado. Nos três primeiros anos da análise, de 1997 a 1999, o aterro sanitário de Bauru recebeu nota 8,7.

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