A coleta seletiva de lixo atende 63% dos bairros de Bauru, mas a quantidade de material recolhido ainda é baixa: penas 6% de todo o lixo que poderia ser reaproveitado, segundo Luiz Pires, secretário municipal do Meio Ambiente (Semma).
Além de contribuir para a elevação da vida útil do aterro, a reciclagem ajuda a reduzir os índices de poluição ambiental e constitui-se em uma fonte de renda. “Fazemos a coleta de material reciclável casa a casa em mais da metade da cidade. E todo o material recolhido vai para a Central de Reciclagem, gerando renda para mais de 30 pessoasâ€, diz.
De acordo com ele, cada trabalhador da Central de Reciclagem ganha cerca de R$ 300,00 por mês com a separação dos materiais. A Semma, lembra Pires, fornece caminhões e funcionários para a coleta seletiva.
A grande dificuldade é, no entanto, conseguir que a população faça a separação do lixo para a coleta seletiva. â€œÉ um processo lento e que está evoluindo. A cidade de São Paulo, por exemplo, recicla 0,03% de todo lixoâ€, compara.
Pires lembra que a reciclagem tem muito ainda para crescer porque há estudos que 60% de todo o lixo doméstico pode ser reciclado. “Acho que com esse trabalho que temos feito, com as parcerias que estão sendo firmadas, caminhamos para um aumento da reciclagemâ€, diz.