Saúde

Crianças hospitalizadas

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

De repente a criança adoece e o médico avisa que ela ficará alguns dias internada. Assustada e despreparada, a família aceita, mas não sabe exatamente o que deve fazer.

Cientes de que a participação dos pais no tratamento é fundamental para a recuperação da criança, estudantes de psicologia da Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru desenvolveram o livreto “A Criança Hospitalizada - Manual de Orientação aos Pais”.

Como justificar para o filho, que roupas levar, o que dizer no emprego, como agir dentro do hospital, como convencer a criança a tomar os remédios, o que fazer para mantê-la quieta durante um exame, quais são os horários de visita, quem poderá entrar no quarto são apenas algumas das dezenas de perguntas que surgem na cabeça dos pais neste momento.

Segundo os especialistas, a família tem papel muito importante no tratamento dos pequenos pacientes. Bem instruídos, os pais podem contribuir para acelerar a recuperação dos filhos, seguindo as recomendações médicas e proporcionando segurança, apoio e conforto à criança.

No entanto, atitudes inadequadas destes pais causadas pela desinformação podem não só comprometer o tratamento, como fazer agravar o quadro de saúde do paciente. Um simples gesto de carinho com mãos que não foram lavadas pode ser suficiente para causar uma infecção. Um gole de água tomado durante o banho pode quebrar o jejum e fazer suspender uma cirurgia.

Migalhas de comida espalhadas pelo chão podem atrair insetos. Basta lembrar que eles estão dentro de um hospital, onde são tratadas inúmeras doenças, para supor que eles podem levar vírus e bactérias de um quarto para outro. Por isso, todo cuidado é pouco.

Dentro de um hospital, a regra número um é perguntar: nada deve ser feito sem o prévio consentimento do médico ou enfermeiro. E a regra número dois é obedecer: se a ordem é jejum, nem água deve ser oferecida ao paciente.

Quando se está hospitalizado, muitas vezes, é preciso adotar posturas que desagradam pais e filhos, mas que serão essenciais para reduzir o tempo de permanência naquele leito. Na prática, o que todos querem é não adoecer. Quando hospitalizados, todos têm pressa em se recuperar e voltar logo para casa.

Por isso, é fundamental seguir à risca todas as determinações dos profissionais de saúde. Neste sentido, o comportamento dos pais é um dos fatores que vai influenciar no tempo de recuperação. Portanto, quanto melhor informados eles estiverem, maior será sua contribuição para o tratamento da criança.

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