Bairros

Bauru tem 26 suspeitos de dengue

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Embora ainda não tenham sido confirmados casos de dengue autóctones (contraídos na própria cidade) em Bauru neste ano, a cidade não está livre de enfrentar uma epidemia da doença. Criadouros e mosquitos Aedes aegypti (transmissor da dengue) estão proliferando-se nos bairros e há 26 suspeitos aguardando resultados de exames.

Como em anos anteriores, a quantidade de larvas e mosquitos encontrados em quintais, ruas e terrenos baldios têm surpreendido as equipes do Núcleo de Controle de Vetores, da Prefeitura de Bauru. Neste ano, em Bauru foi registrado um caso importado da doença. No ano passado, a cidade teve 121 casos de dengue.

Os agentes têm atuado na eliminação de criadouros e busca de pessoas com sintomas da dengue.Os suspeitos localizados até ontem pela prefeitura moram nos seguintes bairros: Parque dos Sabiás, Centro, Altos da Cidade, Jardim Bela Vista, Núcleo Mary Dota, Jardim Carolina, Parque Redentor, Vila Universitária, Parque Jaraguá, Jardim Aeroporto, Jardim Araruna, Jardim Santa Cecília, Jardim Godoy, Jardim Solange, Vila Ipiranga, Núcleo Geisel, Jardim Brasil, Núcleo Joaquim Guilherme, Parque Vista Alegre e Núcleo Gasparini.

Em determinados bairros, como o Jardim Bela Vista, os agentes da prefeitura têm encontrado larvas em todas as quadras visitadas. “A quantidade de larvas é preocupante. Ainda não temos casos porque ninguém trouxe o vírus para a cidade ainda”, expõe Antônio Fernandes dos Santos Júnior, coordenador municipal de combate à dengue.

Ele explica que, devido à grande quantidade de mosquitos circulando, um primeiro caso positivo em Bauru pode ser responsável pelo início de uma grande epidemia, a qualquer momento. “Não é mérito não ter casos. Mérito é não ter criadouros”, enfatiza Santos Júnior. “Bauru não está livre de epidemia. Não estamos tranqüilos”, reforça o coordenador.

Criadouros

As caixas d’água sem tampa ou mal fechadas ainda estão entre os principais criadouros do Aedes aegypti em Bauru. Outros exemplos são piscinas com água maltratada, terrenos baldios sujos e objetos deixados em quintais, como pneus, vasos, garrafas e outros recipientes.

Nas visitas para orientação e controle de criadouros, os agentes do Núcleo de Controle de Vetores encontram muita resistência por parte da população. Enquanto uns recusam-se a abrir as portas das casas, outros negam-se a seguir as orientações da prefeitura.

Os prédios e condomínios são outros obstáculos. Muitas vezes os porteiros são orientados a não permitir entrada dos agentes. A prefeitura pede a colaboração dos síndicos no controle à dengue.

Santos Júnior salienta que essas pessoas estão sujeitas à notificação e multa. â€œÉ inadmissível ter que ameaçar alguém de multa para que ele limpe a caixa d’água”, diz o coordenador.

Reclamações

O coordenador municipal de combate à dengue em Bauru, Antônio Fernandes dos Santos Júnior, afirma que diariamente são feitas reclamações à prefeitura referentes à proliferação de larvas e mosquitos Aedes aegypti na cidade.

As reclamações partem de todos os bairros da cidade. “As pessoas ligam todos os dias reclamando da infestação do mosquito”, enfatiza Santos Júnior.

As denúncias referentes a criadouros podem ser feitas ao Núcleo de Controle de Vetores. “As pessoas podem ligar. Devido à grande demanda, nem sempre as equipes podem atender no mesmo dia. Nós damos um prazo de 15 dias”, diz o coordenador.

Já aquelas pessoas que sentirem os sintomas da dengue, como febre alta e duradoura, vômitos, diarréia e dores musculares e no globo ocular, devem procurar atendimento médico.

Serviço

As denúncias podem ser feitas ao Núcleo de Controle de Vetores, da Prefeitura de Bauru, pelo telefone (14) 235-1488.

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