Marília - Com 45 casos de dengue confirmados este ano, a Secretaria Municipal da Saúde afirma que trabalha a todo vapor para tentar evitar novos registros da doença que em 2002 já havia afetado 159 pessoas. Se comparado a outras cidades da região, Marília é o município onde a situação é das mais críticas.
A preocupação é grande pois, segundo a coordenadora municipal de saúde de Marília, Cássia Brambila, dos 45 casos já confirmados, 38 são autóctones, ou seja, foram contraídos na própria cidade, onde também devem estar os criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypit. Os outros sete registros são de pessoas que viajaram para localidades distantes onde supostamente foram picadas pelo inseto.
Na Direção Regional de Saúde de Marília (DIR-14), que abrange 37 municípios, há outro caso de epidemia: Pacaembu, onde a situação é ainda pior. Lá, os casos confirmados de dengue somavam ontem 56 e o número de habitantes é menor do que em Marília.
De acordo com Akemi Fuonke, enfermeira da Vigilância Epidemiológica em Marília, em toda a área de abrangência da DIR-14 são 111 casos confirmados este ano, sendo que 94 desse total são autóctones. Vera Cruz e Tupã têm três registro cada uma e todos de pessoas que contraíram a dengue em outras cidades.
Na cidade de Marília, para tentar evitar que a doença atinja outras pessoas, a Secretaria Municipal da Saúde informa que está desenvolvendo um trabalho preventivo intenso. “Temos 300 agentes nas ruasâ€, disse a coordenadora Cássia Brambila.
De acordo com Cássia, paralelo ao trabalho de orientação e detecção de novos focos do mosquito, os agentes de saúde vão identificando, durante as visitas residenciais, casos de sintomas da dengue e a informação é imediatamente transmitida a outra equipe que vai até o local e faz uma avaliação. “Se a enfermeira constatar a suspeita, a coleta é imediata e o material segue para exame no Adolfo Lutzâ€. disse.
Em Marília, os primeiros casos de dengue surgiram no Parque das Nações. “Trata-se de um bairro margeado por rodoviaâ€, explica Cássia, não descartando a possibilidade do mosquito transmissor ter chegado à cidade de “caronaâ€.
O Alto Cafezal é outro bairro problemático. Lá foram registrados 11 casos. Os demais estão pulverizados pela cidade. De acordo com a DIR-14, há mais de cem casos suspeitos de dengue aguardando por resultados.
Região
A dengue também tem sido preocupação em outras cidades da região. Em Botucatu, a DIR-11 que abrange 31 municípios, registra apenas um caso importado. De acordo com a educadora em saúde pública Claudete Donini, a informação tem sido a principal arma contra o mosquito. “Procuramos manter a cidade livre de criadouros o ano inteiroâ€, disse.
Outro fator que pode estar contribuindo para a região de Botucatu ter menos casos que as demais é o clima. A diretora da DIR-11, Fátima Padovani, acredita que por ter sempre uma temperatura mais amena, as condições não sejam tão favoráveis à proliferação do mosquito quanto nas localidades mais quentes e abafadas como Bauru e Marília.
Já na região da DIR-10, que além de Bauru compreende outros 38 municípios, foram confirmados até ontem quatro casos de dengue este ano. Dois em Barra Bonita, um em Pederneiras e um em Igaraçu do Tietê, todos importados, segundo a DIR.