Bairros

Locomotivas e pátio foram devolvidos pela Ferrobam

Da Redação
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A assessoria de imprensa da Ferroban, informa que em decorrência da desativação do sistema de tração elétrica, 101 locomotivas foram devolvidas à Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), em junho de 1999. Porém, a Rede não fez a retirada das máquinas dos pátios ferroviários, o que gerou a situação de abandono.

Quanto às instalações de Triagem Paulista, a assessoria informa que também foram entregues à RFFSA porque a área já não era operacional. “Não mantemos serviços na Triagem, somente em um pátio. Nele cumprimos todas as normas de segurança”.

Segundo o tenente Flávio Jun Kitazume, comandante interino da 1.ª Cia da PM, o escritório da RFFSA de Bauru, em decorrência da matéria publicada na edição de ontem, o procurou. “O advogado e engenheiro da Rede Federal se colocaram à disposição para atender e registrar as ocorrências da área, facilitando nosso trabalho porque agora teremos um reclamante”, conta.

Local perigoso

Várias garrafas, bitucas de cigarro, cacos de vidro, roupas e muita sujeira estão acumulados encontrados nas locomotivas e galpões abandonados da Triagem Paulista. Restos de fogueiras, provavelmente, feitas para iluminar e aquecer pessoas que freqüentam a região abandonada à noite, também estão no local.

Um homem foi visto atravessando a Triagem Paulista. Ele vinha, aparentemente, de um bairro vizinho e ia em direção ao Jardim Guadalajara. O tenente Flávio Jun Kitazume, comandante interino da 1.ª Cia da PM, afirma que a região é perigosa e que as pessoas não devem utilizar o local como passagem.

Segundo ele, fugitivos do Cadeia Pública de Bauru já utilizaram o local como esconderijo. “Locais tomados pelo mato, distantes e desabitados sempre causam risco. A PM faz patrulhas na Triagem e já encontrou pessoas usando drogas”, diz.

Água parada

Sem telhas, tiradas por saqueadores, as lajes de um galpão da Triagem Paulista estão acumulando água da chuva. As locomotivas e vagões abandonados também têm locais que retêm água, além de valas espalhadas por todo pátio ferroviário.

O coordenador do programa municipal de combate à dengue, Antonio Fernandes dos Santos Júnior, diz que a área é considerada um dos pontos críticos da cidade. “O que podemos fazer é fiscalizar, identificar os riscos e aplicar larvicida. Nunca conseguimos encontrar os responsáveis pela área”.

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