Regional

Precariedade do ensino é criticada

Michelle Roxo
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Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina, José Luiz Gomes do Amaral, nos últimos oito anos o Ministério da Educação foi omisso e não buscou instrumentos para aprimorar os processos de avaliação de faculdades, professores e alunos. Além disso, segundo Amaral, o governo anterior permitiu que se abrisse uma grande quantidade de faculdades de medicina no País e mais de 2 mil cursos foram aprovados nos últimos anos. â€œÉ uma catástrofe do ponto de vista do ensino superior e do ponto de vista do ensino médico em particular”, avalia.

Para Amaral, muitas faculdades de medicina foram aprovadas sem a necessária qualificação no Estado de São Paulo. E, além disso, segundo ele, o Ministério de Educação não investiu na modernização das universidades públicas, “que estão em grave estado de abandono”.

Amaral afirma que o provão, como um dos poucos instrumentos de avaliação, isoladamente carece de qualquer significado. “Dentro de um contexto maior, que está faltando nesse momento, de avaliação, de aprimoramento, o provão foi um grande esforço, um trabalho enorme, um grande custo e não trouxe resultado nenhum. Eu não sei de nenhuma faculdade de medicina que tenha sido fechada pelo provão. Não obstante isso, muitos alunos de medicina tiveram um desempenho sofrível, mas apesar disso não se tomou nenhuma medida.”, conclui.

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