Após longo período afastado das arquibancadas nos jogos de futebol, tive a oportunidade de acompanhar alguns jogos da Copa São Paulo no estádio Alfredo de Castilho. Numa dessas oportunidades tive os desprazer de presenciar uma cena lamentável, e por não que não dizer hilária, mas julguei que aquilo fosse um fato isolado, pois imaginei que pessoas tivessem um minimo de respeito por outras, já que assisti membros de uma torcida (sic) uniformizada do Noroeste arrancar um torcedor, que acredito um pouco alterado pelas cervejas ingeridas, que escalou o alambrado para invadir o campo, sendo duramente recepcionado por algum membros desta facção. E no domingo (26/01) fui assistir à estréia do Noroeste no Campeonato Paulista, ocasião em que encontrei meu grande amigo Ismael (já fomos prceiros de arquibancada e de trabalho) e tranqüilamente nos sentamos, admirando a habilidade de alguns dos novos contratados do “Noruscaâ€. Vibramos juntos com o golaço e na nossa posição de torcedores vimos que, num segundo tempo muito ruim, nosso Norusca levaria um gol logo. Dito e feito. Não demorou muito para isso acontecer e, conseqüentemente, a torcida, já irritada pelo futebol ruim que o time apresentava, começou a “pegar no pé†do competente treinador e do renovado elenco Bauruense, com o que, postados logo a fileira atrás de nós, vimos três ou quatro torcedores gritando seus impropérios contra esses torcedores, com palavras de ordem como: vão torcer lá em Marília, seus f.d.p., cambada de corno, e outras mais. Mas a minha surpresa foi ver que um dos que estavem nesse grupo era nada mais nada menos que o senhor presidente da dita torcida organizada (aquele que até parace marca de vinho nacional). E alguns instantes após, um de seus amigos acompantes, em tom grave e intimidadório, se acercou de um “colega†próximo a nós, ordenando-o que parasse de criticar e que deveria ter vindo para torcer, ao que o pobre coitado, talvez sentindo-se amedontrar por tal atitude, calou-se e assim permaneceu até o término do jogo.
Gostaria, então, de manifestar-me contra a presença de pessoas deste tipo nos estádios, não só aqui, mas em todos, já que são esses “torcedores†(sic) muitos não pagantes que dão vazão a discórdias e a cenas lamentáveis que presenciamos rotineiramente no mundo do futebol e, principalmente, ao direito constitucional conquistado de que todo brasileiro tem de ir e vir, aplicando-se no futebol ao de torcer e criticar, mas sem agressões verbais, fisicas ou morais.
Espero, assim, que essas pessoas deixem para trás suas ideologias, filosofias e tratem ao ser humano como ser humano, principalmente nesse caso, já que todos seremos os beneficiários. Agradeço por receber meu artigo. (Edgar A. de Souza Junior - RG.: 13498645-3)