JC Criança

Gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos...

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 7 min

Hoje, o papo é sobre gêmeos. Irmãos que nasceram no mesmo dia e em alguns casos são iguaizinhos e em outros diferentes. Pode até ser um menino e uma menina. Ou dois meninos e uma menina ou três meninas e dois meninos ou mesmo seis meninas. Nossa! Podem ser dois, três, quatro, cinco... seis... vários!

Se você não tem um irmão gêmeo, com certeza conhece pelo menos uma duplinha na escola ou no seu bairro. O JC Criança conversou com uma turma de gêmeos e descobriu várias curiosidades sobre a vida dessas crianças. Mas antes, vamos entender um pouquinho como acontece o nascimento de gêmeos.

Tudo começa mais ou menos nove meses antes do nascimento. Na fecundação. Os seres humanos se desenvolvem quando o óvulo (célula de fertilização da mulher) é fecundada por um espermatozóide (célula de fertilização do homem).

Nesse encontro, eles se transformam em uma nova célula, que vai se dividir e formar o bebê. Como o óvulo vem da mamãe e o espermatozóide do papai, o filho tem 50% de características de cada um. Por isso, a gente observa algumas semelhanças entre pais e filhos: “Olha, ele tem os olhos da mãe e a boca do pai”.

Agora, para que nasçam gêmeos, o processo ocorre com algumas modificações e há dois casos diferentes: gêmeos idênticos (univitelinos) e gêmeos diferentes (biviletinos).

Idênticos

Após o óvulo ser fecundado pelo espermatozóide e se transformar em uma só célula, há uma separação. No caso dos gêmeos idênticos, durante essa separação, cada pedacinho da célula (podem ser dois, três, quatro ou mais) forma um bebê igualzinho. Isso ocorre porque é formado a partir de uma única célula.

Passado os nove meses, às vezes um pouco menos, pois os gêmeos são apressadinhos, nascem bebês idênticos, com mesma cor de olhos, cabelos, rostos semelhantes e até estrutura física.

Diferentes

O nascimento de gêmeos diferentes ocorre quando a mulher libera mais de um óvulo. Por exemplo, se a mulher liberar dois óvulos, eles serão fecundados por dois espermatozóides e formarão duas crianças diferentes.

Aí pode ser diferente até o sexo e nascer um menino e uma menina. As semelhanças entre eles são as mesmas de irmãos em idades diferentes. Isso porque são filhos do mesmo pai e da mesma mãe.

Complicada mas curiosa, essa história de irmão gêmeo traz coisas boas e outras nem tanto. Como todos os irmãos, gêmeos também brincam, brigam e até ficam “de mal”. Agora, o que eles mais gostam é de ter sempre alguém dividir as broncas da mamãe.

O JC Criança conversou com uma turma que exemplifica tudo sobre gêmeos. São os irmãos Gifalli. Para começar, eles são quadrigêmeos. Isso mesmo, nasceram quatro no mesmo dia. Giovana, Marina, André e Juliana Gifalli, 7 anos, vieram para deixar os pais Cecília e Ronaldo e o outro irmão Rafael, 12 anos, com os cabelos em pé.

Giovana e Juliana são gêmeas idênticas e André e Marina gêmeos diferentes. Isso ocorreu porque a mamãe deles liberou três óvulos, que foram fecundados pelos espermatozóides, e um deles se dividiu.

Eles fazem a 2.ª série na EE “Prof. Antônio Xavier de Mendonça” e têm uma vida bastante agitada. Diferente do que muitos irmãos gêmeos, eles não gostam de se vestir da mesma forma e têm vários gostos diferentes.

Na escola, eles ficam divididos nas salas de aula: Giovana e Marina em uma classe e André e Juliana, na outra. Isso colabora para que eles desenvolvam a sua individualidade. Não é porque nasceu igual que tudo tem que ser igual.

Quando eles são crianças, não há muito problema, mas já pensou se os gêmeos idênticos sempre andarem juntos? Como vão trabalhar no mesmo lugar? E casar? Então é preciso exercitar a diferença. Gostar de algumas coisas iguais é comum entre irmãos, mesmo aqueles que não são gêmeos.

Hora de comer

Os horários das refeições costumam ser bastante animados na casa dos irmãos Juliana, Giovana, Marina, André e Rafael. Sozinhos, eles são capazes de devorar um frango inteiro e ainda querer mais. “A Giovana é a mais faladeira e pinta brava”, brinca o André. E ela responde: “Eu brigo com a Marina na escola. Às vezes de verdade!”, comenta.

A Juliana é a que come mais devagar e nem liga para chocolates. É nessas horas que é vantagem ser irmão: Rafael e André dividem os chocolates que a irmã deixa para trás.

A hora do recreio é um momento de encontro para a turma. O André, mais comunicativo, dá as características das irmãs: “a Giovana gosta de levar pãozinho de lanche na escola. Eu e a Marina preferimos bolachas. A Juliana nem come, gosta de ficar brincando no recreio”.

Bastante independente, o quarteto tem vários amigos, sabe dividir, mas também cobra os outros irmãos e às vezes ficam cansados um do outro. O que é bastante normal entre irmãos. Eles também são bastante unidos quando um deles é injustiçado. “Uma vez, convidaram as minhas irmãs para um aniversário e esqueceram de mim”, conta o André. “Agora, a gente não vai convidar para o nosso aniversário”, falam em coro as três irmãs.

Muito amor

As irmãs Layza Lorrine e Layza Lorrana da Silva Pereira vão completar 5 anos no próximo dia 16. Gêmeas idênticas, elas gostam de se vestir com roupas iguais, mas sempre colocam um detalhe para destacar.

A Lorrine, por exemplo, gosta de fazer uma marquinha em seus sapatos, assim sabe quais são os seus. Elas adoram dançar, principalmente samba, e também gostam de cantar.

Na escola, a professora sugeriu que elas ficassem em salas diferentes, o que não foi aprovado por nenhuma delas. “A gente usa até o brinquinho igual.” Os presentes, sempre em dose dupla, são iguais até na cor.

A Lorrine comenta: “Eu não gosto de ficar longe da Lorrana”. A irmã assina embaixo e não deixa Lorrine por nem um minuto. A mãe Aline gosta da relação de amor entre as duas e comenta: “Quando eu era pequena, mesmo não estando na mesma classe de meu irmão, eu fugia e passava por debaixo da mesa para ficar perto dele”.

O carinho entre irmãos é fundamental e deve fazer parte do dia-a-dia das crianças, mas é importante valorizar a individualidade de cada um.

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Pais, amigos e professores

Nos aniversários, é importante preparar dois bolos, cantar “feliz aniversário” duas vezes e dar dois presentes diferentes. Também convém alertar a família e os amigos para que procedam da mesma forma. Não há nada mais frustrante para os gêmeos que ter de dividir o presente de aniversário.

É importante que os objetos tenham etiquetas com seus nomes, ou que estejam guardados em lugares diferentes, de maneira que cada uma saiba qual é sua roupa e possa diferenciar o que lhe pertence.

Cada criança deve ter a sua própria roupa e não deve estar sempre vestida do mesmo modo. É difícil para os pais resistirem à tentação de vestir os seus gêmeos de maneira igual. Talvez isso não seja prejudicial quando são pequenos, porém com o tempo, contribui para que as pessoas que os rodeiam não possam diferenciá-los.

É fundamental chamar a cada criança pelo seu nome, e não referir-se a eles como os gêmeos. É importante que, na escola, tanto as professoras quanto os colegas, possam diferenciá-los pela roupa, pela cor da mochila ou de seus objetos.

A possibilidade de cada uma das crianças compartilhar um breve período com um adulto, pai, mãe ou com outras crianças, sem a ajuda, a interferência ou a competência do irmão gêmeo é algo que pode ser de grande ajuda para o desenvolvimento individual dos irmãos. Especialmente, nos casos em que um dos gêmeos é mais falante ou é o que sempre expressa a vontade do irmão mais tranqüilo e calado.

No ensino fundamental, experimente colocá-los em classes separadas. Assim terão oportunidade de criar os próprios laços de amizade com os colegas.

Ensine-os a não se referir a eles como “nós” mas com “eu e meu irmão”. (Fonte: www.boasaude.uol.com.br e www.jnjbrasil.com.br)

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Gente famosa

• Os trigêmeos e sobrinhos do Donald, Huguinho, Zezinho e Luizinho

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• Os gêmeos Fred e Jorge Weasley, dos livros de Harry Potter

• As meninas superpoderosas Lindinha, Docinho e Florzinha

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